/ Xamanismo

Uma história de amor da Grande Mãe

Era uma vez.... e para que você entenda esta história é necessário que solte a sua imaginação e volte há cinco bilhões de anos, quando começou a existir nosso sistema solar e ainda não existia este Planeta Terra que lhe serve de morada há milhões de anos. 

O Deus Primordial tinha planos de expansão de Sua Obra pois sentia que precisava aprimorar o desenvolvimento de suas Células, mas precisava de um novo Planeta para que pudesse executar este plano. 

Assim, para que a Sua Vontade fosse executada solicitou a dois dos principais servidores do Primeiro Raio Azul, (que representa o Poder e a Vontade de Deus) Arcanjo Miguel e o Elohim Hércules que se encarregassem de criar esta nova morada, onde Células do Deus Primordial iriam viver uma experiência diferente e criar uma nova consciência de Civilização e o desenvolvimento de nossas potencialidades divinas. 

Contam as tradições que há menos de três bilhões de anos, Arcanjo Miguel com o poder de sua espada azul cristal e Hércules com o poder mental de criar vida e formas uniram suas forças e aglutinaram poeiras cósmicas das nebulosas em grau suficiente passando pelo processo da gaseificação, incandescência, congelamento, descongelamento, solidificação, até que o novo planeta estivesse pronto a receber a primeira manifestação de vida que ocorreu nas águas. 

Como o universo não tem pressa, esperou alguns bilhões de anos, para que este projeto amadurecesse e o protótipo do primeiro ser humano terrestre começasse a ser testado. 

Há muitas controvérsias entre as datas do aparecimento de vida humana, (que vai de 1 milhão a 300 milhões de anos) por isso deixaremos de indicar este fato, mas sabemos que uma raça primitiva deu origem a todas as outras (Andon e Fonta) e esta mesma tradição assinala que há cerca de 500 mil anos, no Noroeste da Índia, um casal desta raça original teve 19 filhos e estes nasceram diferentemente de todos os que nasciam no planeta. 

Eram notoriamente mais inteligentes de que todos os seres existentes e a cor de suas peles variavam de tons em contato com a luz solar. Eles que deram origem às seis raças coloridas do planeta Terra. Sabe-se que das dezenove crianças, cinco eram vermelhas, duas alaranjadas, quatro amarelas, duas verdes, quatro azuis e duas índigos e essas cores tornaram-se mais pronunciadas à medida que as crianças foram ficando mais adultas. 

O “Plano” está sendo executado e o aparecimento das raças e suas sub-raças demonstram a diversidade de tons de pele, tradições, filosofia, padrões psíquicos, culturas e objetivos e tudo visa uma única meta: criar através da miscigenação de todas as raças uma única raça, pura, emocional e espiritualmente estruturada, para que servisse de modelo a outros quadrantes do Universo. 

Evidentemente, que num plano tão amplo e magnífico como este, onde apesar de ter um direcionamento concreto, existe o livre arbítrio; aqueles que aceitaram participar deste modelo de experiência podem decidir se vão hoje, amanhã ou sei lá quando optar por entender as regras e seguir através da intuição o caminho previamente traçado. 

Creio que a série de filmes Matrix foi que deu a idéia mais próxima dos propósitos estabelecidos, pois tudo o que se vive aqui nesta 3ª Dimensão nada é mais do que uma fantasia e uma experiência permitidas pela Consciência Superior de cada um de nós, que habita planos e dimensões muito acima daquelas que percebemos ou imaginamos. 

Mas esta é uma história de amor, da Grande Mãe, um amor que transcende a nossa compreensão, pois não há modelos de aprendizado aqui nesta dimensão e só o nosso coração aberto e em sintonia com nosso Espírito Perfeito pode compreender o alcance de seu propósito. Este amor tem suportado nestes milhares de anos toda a carga emocional e espiritual e as atitudes provenientes das descargas destas energias em seu espaço sagrado e neste Ciclo de 26 mil anos que se encerra agora em 2012 o seu desgaste está acima do seu nível de tolerância. 

Bombas atômicas jogadas em seu solo e dentro de suas entranhas, buracos na camada de ozônio, devido à utilização de diversos gases tóxicos e nocivos à vida; desmatamento desordenado e indiscriminado, visando apenas o lucro material e a ganância de ter mais dinheiro e poder e tantas outras coisas seguindo em paralelo, promoveram o super aquecimento como resposta da Grande Mãe ao descaso que se tem dado à sua infinita capacidade doadora da vida. 

Ela deu amor o tempo todo desde que foi criada. Acolheu múltiplos povos, recebeu de cada habitante seu primeiro e seu último suspiro de vida e em seguida seus dejetos humanos e esteve o tempo todo reciclando as energias emanadas sobre sua extensão territorial. Apesar do seu grande amor, ela está doente. E sua doença é a falta de amor de seus filhos tão amados. Ela está anêmica de amor e precisando de seu amor para se curar. 

Patcha Mama escreveu a maior história de amor que se tem notícias. Um amor que acolheu, educou, doou, acompanhou, mas chegou num momento cósmico de decisão da humanidade que seus filhos cresceram e vão ter que aprender a compartilhar este amor com ela e com todos. Não dá mais para mamar em seu seio sagrado quando se passou da puberdade. 

A humanidade precisa aprender a amar a sua Mãe. Os governos, a política, o direcionamento das indústrias e comércio e os interesses da vida material em si têm afastado cada vez mais o ser humano deste sagrado dever de amar aquela que lhe permitiu a geração da vida. 

Na consciência ética do povo vermelho, o Conselho Indígena afirma que “A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte de nossa família terrena”. O homem dito civilizado que trabalha em indústrias, em projetos de prestação de serviços, em comércio ou qualquer tipo de produção, de maneira geral e infelizmente, não entende a natureza como uma chance de compartilhar a vida e a Terra com uma Grande Doadora da Vida. 

Há um grupo grande de pessoas da qual eu também pertenço que procura buscar as orientações da consciência do povo vermelho através de uma visão dita xamânica, onde o seu principal objetivo é o respeito à toda coisa viva e toda a natureza e as leis que a regem. 

Esta é a herança dos nossos parentes índios, raça que mais amou sua Grande Mãe e que mais a respeita e ama até hoje. Tudo aquilo que durante os últimos 5 séculos ficou pejorativamente dito como “coisa de índio” (pois demonstrava atraso e falta de sintonia com o progresso e momento atual) agora volta triunfantemente. E podemos dizer com a boca cheia e o coração sorrindo que só as “coisas de índio” vão ajudar a devolvermos a saúde da Grande Mãe e o equilíbrio da vida na Terra. 

O índio ama e sua Mãe e as outras raças que não são indígenas podem através do Xamanismo encontrar este ponto de convergência e harmonia para restabelecermos a saúde e o dinamismo de vida em nossa natureza. Vamos juntos continuar a maior história de amor de todos os tempos. A história de Amor da Grande Mãe por toda a humanidade. 
Ajude a curar a sua Mãe. Ela merece... Pense em tudo o que já lhe deu! 

Irineu Deliberalli, Psicólogo Clínico e Xamã. 

Participe Resgatando o Xamã Interior

Texto revisado por: Cris