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Equilíbrio e Tranquilidade !

 

 

Equilíbrio e Tranquilidade !

Encontramos o significado de Equilíbrio como um estado de um corpo que se mantém, ainda que solicitado ou impelido por forças opostas, e também a igualdade das forças de dois corpos que obram um contra o outro ou ainda como boa inteligência, harmonia.

 

Ao buscarmos definições sobre a tranqüilidade, iremos encontrar estado do que permanece tranqüilo ou tsossego, quietação, paz e serenidade.

 

Qual para você é a tua definição de equilíbrio e tranquilidade? Quando você pensa apenas na palavra equilíbrio, como você a sente em tua vida? Reflita, sinta.... quais as referências interiores que você mantém em sua história onde a partir delas você elabora a busca do teu equilíbrio? Você se sente em equilíbrio? Como você faz para atingir o teu equilíbrio? Que mecanismos interiores você usa para tê-lo? Você se sente com equilíbrio?

 

Em que momento você consegue praticá-lo e em que momento você o perde totalmente, ou o que precisa acontecer para que você se desequilibre?

 

Se já consegue praticá-lo, quais as condições ideais que tem que ocorrer para que este momento aconteça em sua vida?

Se não consegue praticá-lo ou o pratica muito pouco, o que faz com que insistentemente ele fuja de sua vida e do seu momento presente?

 

Reflita,... sinta... intua... como é a tua relação com o equilíbrio... e quando não consegue mantê-lo, como você se sente? Pare alguns segundos e reflita, para podermos continuar com este caminho de auto conhecimento.

 

Certamente, se tivermos agora, 1, 10, ou 50, 100, 1.000 pessoas, em sintonia, com este momento, deveremos encontrar, conforme o número de pessoas, o número de definições diferentes, pois cada um de nós tem uma história pessoal, cada um de nós tem um arquivo de memórias e de conformidade com o conteúdo vivido e armazenado neste banco de dados do meu corpo emocional, este será o conteúdo que colocarei para fora para administrar minha vida, fazer minhas escolhas e escrever a minha atual história.

 

Mas agora voltemos para a palavra tranqüilidade,  vamos também questioná-la e aprender como ela está em mim. Que mecanismos interiores você usa para tê-la? Você se sente tranqüilo?

 

Qual a tua definição sobre tranquilidade? Reflita... sinta... intua... Que mecanismos interiores você usa para tê-la? Você se sente tranqüilo? Quando você se sente tranqüilo?... reflita... sinta... o que normalmente tira a sua tranqüilidade? E quando você a perde, como se sente?

 

Você se considera uma pessoa tranqüila? Se não se considera, o que falta na sua vida para sê-la? Reflita, sinta, intua.

Você se considera uma pessoa equilibrada? Se não se considera, o que falta para sê-la? Reflita, sinta, intua.

 

Quando juntamos as duas palavras, equilíbrio e tranqüilidade, como ou quando você se sente praticando-as? Ou que condições ideais de vida, precisa ocorrer para que você as pratique?

 

Você busca o equilíbrio para ter tranqüilidade ou busca a tranqüilidade para ter equilíbrio? Quando estas duas palavras que significam ações internas, se juntam ou se separam dentro de você?

 

Uma reflete a outra, ou elas são ou elas se encontram separadas dentro de sua maneira de pensar e ver a vida?

Você já conseguiu perceber que elas estão associadas à tua segurança pessoal? Dá para perceber que quando você não está equilibrado ou tranqüilo, é porque também você está inseguro?

 

Segurança pessoal, também podemos traduzi-la, por segurança emocional, que sintetizaremos em saber como lidar com as emoções interiores e ter domínio sobre elas, não deixando que elas nos tirem nosso equilíbrio e nossa tranqüilidade quando emergirem de nossas entranhas.

 

E você consegue caminhar mais um pouco nesta viagem interior e perceber que a sua insegurança, que gera o desequilíbrio e a intranqüilidade, só ocorre porque sentimos medo?

 

Aí pode ser que alguém venha retrucar: - como você fala uma coisa dessas se o meu desequilíbrio ou intranqüilidade, só acontece quando ele ou ela faz.... e não importa o que seja. Se este é teu caso, apenas você é um entre tantos que vive sua vida baseada no outro não em você, depende do outro, da sua aceitação, do seu amor, da sua amizade, da sua autorização, e neste momento você consegue perceber que isto acontece porque tem medo de ficar em você e se bastar?

Tem medo de se aprovar, de se aceitar, de se autorizar, de se amar, e então como tem medo de ficar consigo mesmo, escolhe algo fora de você para se alavancar, e certamente vai sofrer bastante, porque o outro não pode ser seu mundo, apenas você o pode, e quando assim atuo é simplesmente porque tenho medo das minhas emoções. Tenho medo de olhar o que vem de dentro de mim.

 

Sim medo. Medo dos meus pensamento e sentimento. Medo de viver, medo de errar. Medo de não dar certo. Medo de que o outro conheça a minha verdade interior e me descubra, naquilo que tento esconder de mim mesmo.

 

Este movimento comum ao ser humano, que envolve o medo e todas as danosas e paralisantes conseqüências que ele nos acarreta, tem possibilitado a cada um de nós, uma péssima qualidade de vida humana, emocional e espiritual.

 

Quando estou em estado de medo, sua conseqüência natural é a insegurança, que gera o desequilíbrio e a intranqüilidade.  Correto; até aqui conseguimos caminhar juntos neste ponto de vista sobre nossos mecanismos emocionais que nos fazem sofrer.

 

Mas estamos diante de uma indagação maior; o que nos gera tanto medo que não consigo me sentir seguro e por este motivo não mantenho o meu equilíbrio nem a minha tranqüilidade?

 

O que nos faz estar sempre em estado de tensão, como se algo ruim fosse acontecer ou o pior fizesse parte de minha vida e eu o estou esperando a qualquer momento entrar pela porta da frente de minha vida e assim não me permito estar seguro e sentir o equilíbrio e a tranqüilidade para ter a qualidade de vida desejada e merecida?

 

Se a tua vida é percebida desta maneira, pare um instante e reflita: O que preciso para me sentir seguro? Reflita, sinta, intua.

 

Para cada um de nós que vivemos nesta Dimensão, há uma ou várias histórias pessoais, ancoradas em nossos arquivos de memórias e que não foram ainda harmonizadas, e elas saem de lá deste arquivo para serem curadas.

 

 Infelizmente a maioria dos humanos não tem atenção com seus padrões repetitivos e em vez de enfrentá-los para curá-los, pois só conhecendo a verdade que ela nos libertará, nós normalmente fugimos do questionamento, aceitando apenas os conteúdos que nos vem lá de dentro de nosso ser, e repetimos o padrão, sem perceber que poderíamos estar escrevendo uma história diferente no hoje.

 

Então nossos medos vêm à tona, e o sentimos e não questionamos e o mantemos. A mesma coisa como nossas raivas, com nosso orgulho, com nossa inveja, com nosso apego e tantos outros.

 

Estes arquivos vêm á tona, nós o sentimos, e voltamos a sustentá-los e mandá-los de volta para onde veio fortalecido, robustecido por tê-lo repetindo novamente, pois o não enfrentamento de uma dificuldade, só reforça sua força sobre nós e quando a enfrentamos e questionamos, minaremos sua força e a repetição do questionamento do porque da sua existência, vai enfraquecendo o padrão até que tenhamos completo conhecimento do seu funcionamento e propósito e alcançaremos a segurança da mudança de hábito ou comportamento.

 

Toda humanidade herda dos antepassados e do Inconsciente Coletivo, uma grande sombra de pensamentos e sentimentos, que geram comportamentos e que são socialmente aceitos, mas que reproduzem a manutenção de um padrão de sofrimento e dor em cada um de nós.

 

Estamos presos numa teia energética de antepassados, de pessoas com quem convivemos em nossos lares, no trabalho, nas amizades, nos amores e mantemos ou criamos a cada momento novos padrões destas dependências emocionais e por este motivo, baseamos nossa segurança emocional em outras pessoas e esta teia não nos permite sentirmos o direito à liberdade de podermos escolher por nós mesmos..

 

Se me amarem, se me aprovarem, se me aceitarem, me sentirei equilibrado e tranqüilo, mas se o outro não me der seu consentimento, ou o seu amor e aprovação,  tenho uma tendência muito grande de me sentir muito infeliz e sofrer, pois não aprendi e descobrir e praticar em mim o amor pessoal, o amor individual, o amor por mim, que pode me levar a uma consciência superior e perceber o verdadeiro amor incondicional, sentimento que falta a todos nós, e por este motivo acredito que há tanto sofrimento a nossa volta.

 

Todo aquele que deseja ter equilíbrio e tranqüilidade, só poderá encontrá-lo no amor. Amor pela vida, amor por tudo que o cerca, amor pelas pessoas, mas principalmente, amor por si mesmo. Quando aprendo a me amar, abro as portas das minhas partes de Consciências Superiores que tenho, e que não se manifestavam pelo motivo de estarem presas às energias descritas acima.

 

Estas Consciências se manifestam pelo nosso coração e aprendi com o amoroso povo vermelho, que tanto me orgulho de estarem na minha vida através das atividades xamânicas que desenvolvo, que a gratidão, por tudo e por todos, pela vida, pela natureza, pelas pessoas, e pelas experiências que esteja vivendo, são verdadeiras chaves que nos abrem as verdadeiras portas da qualidade de vida, da segurança emocional, do meu amor, e do equilíbrio e da tranquilidade que tanto me tem faltado.

Irineu Deliberalli

Psicólogo e Xamã