/ Psicologia

Amor e Rejeição

 Um dos caminhos mais difíceis do ser humano é seguir a trilha do amor. 


O amor, parte intrínseca de cada um de nós é a essência de todas as essências e nós o buscamos freneticamente a todos os momentos. 

Buscá-lo não quer dizer que o venhamos a encontrar, pois sem a consciência desperta na minha essência, este caminho do encontro fica mais difícil. 

Normalmente a cada vez que não o encontramos, o amor, como normalmente nós reagimos? 

Temos várias possibilidades, mas o que normalmente vemos são estas duas que vamos juntos agora analisarmos: ou implodimos ou agredimos. 

Quando implodimos, nos voltamos para as nossas dores interiores, aquelas que trazemos há muito tempo em nossos arquivos, e nos sentimos desvalorizados, rejeitados. Neste caso eu elaboro um plano interno para lidar com esta desagradável sensação de rejeição; vou me afastar de tudo, da vida, ninguém me ama, eu não sou muito bom, ou não sou nada bom, comigo estas coisas sempre acontecem... e entro em estado de sofrimento e isolamento. 

Tenho a tendência a me sentir a vítima do mundo, pois este arquivo normalmente me diz que era tão fácil me amar e me aceitar, mas as pessoas não me entendem, e por isso eu fico quieto no meu mundo, nas minhas fantasias e reforço a sensação de coitado de mim. 

Ou nos tornamos agressivos, cheios de ira, exigindo do outro o reconhecimento do amor, fator que nós conseguimos realizar em nós mesmos. Aqui, neste caso, acompanha sempre um sentimento de retaliação e a tendência nossa é o revide, pois o nosso arquivo, a dor emocional da rejeição que está lá dentro não consegue admitir, como alguém pode me rejeitar, como esta pessoa pode fazer isso comigo? 

Neste caso temos a tendência a ficarmos presos na emoção, e durante muito tempo poderemos irradiar sentimento de ira, raiva, e até ódio, pois há um lado nosso exigindo a reparação de algo que supostamente alguém me fez. Algumas pessoas até partem para agressão emocional ou física diante desta sensação de desamor. 

Mas.... por qual o motivo temos a tendência de agirmos desta maneira, cheia de dores, intolerâncias, mágoas, tristezas, desejos de revide, etc...? 

Todas estas coisas que vêm à tona diante de fatos sociais e das relações humanas, simplesmente são arquivos que estão em nosso corpo emocional numa região que popularmente é chamada de nossa criança interior, que guarda todos os arquivos das nossas dores emocionais e as projetam no nosso dia a dia, cada vez que uma sensação semelhante a experiência anterior se manifeste novamente no meu agora. 

E, elas irão se manifestar quantas vezes forem necessárias, até que a transformemos na nova consciência da minha essência e a cubramos de amor. 

O universo é a criação da Mente de Deus. Todas as coisas que nele existem estão em perfeita sincronicidade com o propósito divino, que é estabelecer a ordem, a harmonia e consequentemente o amor. 

Todas estas energias que absorvemos como dores, tristezas, mágoas, rejeições, ficam gravitando em nossos campos áuricos e os outros com quem convivemos fazem a leitura daquilo que emitimos como energia pois esta energia está em cada um de nós. 

Por mais que a tentemos esconder, dissimular, falsear a verdade, com o intuído de me proteger, esta energia está lá no arquivo da nossa criança interior ferida, machucada e ela fica expressa em nosso campo áurico e em cada relação que nós estabelecermos, este conteúdo está na frente, como se chegasse em primeiro lugar, pois é a energia que temos que aprender a transformar, visando atingir os propósitos do universo para cada um de nós. 

Assim, seguindo nosso caminho de ser humano, convivendo diariamente em várias camadas superficiais ou mais profundas de relações humanas, nós iremos escrevendo um nova história, mas infelizmente esta nova história que escrevemos a cada momento de nossas vidas, ela ainda está comandada por velhos modelos, velhos hábitos e acabo, quando se fala de amor, repetindo as mesmas histórias e devido este fator, continuo tendo as mesmas respostas que me trazem a implosão ou a agressão. 

O que posso fazer por mim diante de uma realidade negativa e que faz sofrer? 

Preciso aprender a entrar em contato com esta criança interior que está machucada. 

Em vários momentos de nossa eterna existência, nós fomos crianças. São múltiplas encarnações que fomos crianças e como tal, estivemos suscetíveis a todos os fatos sociais, políticos, religiosos e humanos que cada época tem trazido a toda população humana. 

Quantas vezes mães e pais não nos deram a atenção, o amor e a proteção que nós necessitávamos para nosso desenvolvimento humano sadio e harmônico? 

A cada momento que vivíamos uma experiência deste quilate e ela acontecia no período que vai do nascimento até os 7 anos, eles ficaram registrados de maneira impactante em nosso arquivo da criança interior, pois nestes 7 anos iniciais, nós criamos a estrutura da personalidade de cada encarnação. 

A ausência de amor, de proteção, de carinho, de amparo, criaram em cada um de nós as dores e também as doenças físicas que hoje se manifestam das mais variadas maneiras e toda vez que uma dessas necessidades vitais e humanas não são preenchidas, ficam marcadas em nossas crianças interiores, sentimento desarmoniosos de mágoas, tristezas que ficam exigindo do outro ou da vida suas reparações. 

A nossa criança interior exige reparo. Ela acredita profundamente que alguém tem que a amar, a proteger, estar à sua disposição e preencher as suas necessidades, que ela criança interior crê que alguém tem que fazer por ela. 

Esta criança não consegue ter a percepção que eu tenho em mim, uma outra estrutura emocional que me permite a transformação desta realidade sofrida desta criança. 

Se eu adulto não parar para entender toda a gama de sentimento e emoções que vem desta estrutura chamada criança interior e não aprender a contatá-la e acalmá-la, ela continuará tiranamente atrapalhando minha vida pessoal e o desenvolvimento do meu amor, pois ela continuará ou implodindo ou me revoltando, exigindo do outro a reparação pelo amor que ela crê que o outro não me deu e que ela tem direito. 

Ela sozinha não conseguirá curar suas dores e mágoas se uma outra estrutura que está dentro de cada um de nós não for colocada à nossa disposição. Estamos falando do nosso lado adulto, consciente, o lado que escolhe, que produz, que ama, que racionaliza e que permite que conquistemos em nossos caminhos nossos objetivo. 

...Este lado adulto que cada um de nós tem, e que o encontramos no centro do nosso coração pode ser para cada um que desejar a cura de todas as dores deste arquivo. 

Percebam uma coisa muito importante. A criança que está dentro de cada um de nós, reclama amor. Reclama que o outro a ame, quase que exige reparação do outro que não lhe dá o amor desejado. 

No meu coração, no centro do meu ser eu tenho uma estrutura adulta, consciente que aponta meu caminho na vida e esta parte está ligada à maior hierarquia do universo que é o amor, pois esta parte que se manifesta no coração está ligada ao meu eu superior, onde o divino em mim se manifesta. 

Então, temos em nós mesmos o que poderemos chamar a hierarquia da sombra, que está em nossa criança interior e se manifesta em minha mente e da luz, do nosso eu superior, que se manifesta em meu coração. 

Esta parte do meu coração é a minha cura pessoal. 

Com a estrutura que se manifesta em meu superior, em meu ser adulto eu posso falar com as dores desta criança machucada e começar a educá-la. 

Para que isto aconteça, eu preciso permitir que ela se manifeste, que esta criança ponha para fora, que traga para minha consciência o que está lá dentro arquivado e continua precisando de reparação. 

Preciso aprender a ficar no centro do meu coração e com esta percepção, permitir que venham à tona as emoções que lá estão presas e ao conhecê-las posso como meu ser adulto ir educando, dizendo a ela que ninguém tem obrigação de me amar ou suprir minhas necessidades de amor. 

Eu tenho no meu coração, onde se manifesta meu eu superior tudo aquilo que preciso para a cura de minha criança machucada, mas eu só curo aquilo que conheço que precisa de cura. 

Se não me permitir conhecer toda a sensação de desamor e consequentemente de rejeição que trago neste arquivo da criança, não há caminho de cura. 

A frase do Mestre... conheça a verdade e ela te libertará... é o que precisamos colocar aqui à disposição de nossa realidade humana. É importante que eu conheça a "verdade" desta criança, pois nesta verdade, em tudo que nossa criança interior acredita, está uma série de enganos, pois ela crê que alguém tem que amá-la e se não amar na intensidade que ela deseja, ela se sente rejeitada. 

Ao conhecer esta verdade, aprender a escutar o que ela nos pede, podemos usar a sabedoria deste lado adulto que se manifesta no coração e com este lado dar o acolhimento que esta criança tento reclama de outra pessoa, e que só eu, apenas eu com minha consciência do eu superior, posso acolher e ajudar a curar. 

As queixas de falta de amor, tipo, ninguém me ama ou da rejeição, tipo, como você não me ama?... ninguém irá curá-las em mim. Somente eu, com a estrutura do meu eu divino posso acolher, transformar, curar e me permitir uma nova possibilidades de relacionamento comigo, com a vida e com o universo. 

O Deus está em mim, no centro do meu coração e só ele poderá curar o desamor e a rejeição que todas as nossas crianças interiores trazem. Você pode, é só desejar e trabalhar para isso. 
 

Texto revisado por: Cris