/ Psicologia

O Buraco da Mentira

 Ao iniciarmos a vida terrena, éramos conectados ao Todo. O Todo que contém o Tudo e que contém o Nada. Nós sempre tivemos o Tudo e passamos depois de algum tempo a experimentarmos o Nada. Temos vivido nos últimos séculos a grande chance de vivenciarmos o Nada. O Nada que está inserido diretamente no Todo, pois se o Todo é Tudo, o Nada tem que estar dentro do Todo, pois se é Todo, nada pode existir sem que esteja no Todo. Todas as coisas existentes pertencem ao Todo, inclusive o Nada. Se o Nada não estivesse no Todo, ele não teria Tudo, e não seria O Todo. Está é apenas uma maneira metafórica de dizer que o Todo é o Divino em cada um, e o Nada á e experi~encia realizada fora desta harmonia divina, mas mesmo assim, ela faz parte da harmonia divina, que visa o equilíbrio entre as nossas duas polaridades, positivas e negativas, luz e sombra, masculino e feminino e Tudo e nada.

O Todo, que contém Tudo, inclusive o Nada, estava intacto em cada um de nós na Idade do Ouro. Com o processo de humanização, passamos para a Idade de Prata, onde o Todo começou a se parcializar, descemos um pouco mais em consciência, passamos à Idade do Bronze, e atualmente estamos na Idade do Ferro, onde se deu o quase completo esquecimento de nossa realidade eterna, chegamos ao Nada, e doravante temos uma chance muito grande de ascendermos rapidamente à Idade do Ouro novamente, pois o ciclo de descida terminou e agora com nossa vontade, interesse, esforço e discernimento, celeremente poderemos voltar à Idade do Ouro, pois lá é nossa casa.

É o retorno ao Lar. É o retorno à Luz. É a união ao Todo, é a pratica da Unicidade. 

Na Idade do Ouro, nós éramos completos. O Todo se manifestava em nosso dia a dia, pois cada um tinha Tudo, por estarmos conectados diretamente ao Todo. Todas a coisas do Universo estavam disponíveis a cada um; vivíamos no verdadeiro paraíso, tínhamos a consciência da Vida Eterna. O viver era um constante ato de amor.

Como é o teu viver hoje? Você pensa pelo menos uma vez por dia que tem por obrigação se amar, para ser feliz? 

As experiências que fomos vivendo e a interferência de mentes já desconectadas do Todo que aqui aportaram, possibilitaram a perda da conexão com a Fonte, que foi se dando em etapas de descida e distanciamento, até chegarmos à maior experiência realizada neste quadrante do universo, que é vivermos aqui, na 3ª dimensão, sem a convicção ou certeza de pertencermos ao Todo, como foi desde “o princípio, por séculos, séculos, amém.....”, ou seja, ligados simplesmente ao Nada, que aqui represento por uma experiência sem a consciência da luz. 

A descida à 3ª dimensão ou rebaixamento de nossa consciência, foi nos dando um instrumento substituto ao Todo. Como estávamos acostumados a termos uma ligação com a Fonte, começamos a criar uma nova fonte, que substituísse com “alguma vantagem dentro daquela visão limitada”, a nova consciência que estávamos desenvolvendo... aí surgiu o Ego. 

O aparecimento do Ego, que é a maior criação humana, (maior mesmo do que o dinheiro, pois foi o EGO que criou o dinheiro e possibilitou a perpetuação do costume do afastamento da FONTE, mesmo que lá no fundo na lembrança de nosso coração, diariamente choramos pelo paraíso perdido) deu em contrapartida a chance de desenvolvermos umas centenas de Buracos. 

A história desses Buracos é que todos os dias tentamos tampá-los com uma série de mentiras e enganos que falamos para nós e para toda a humanidade e que socialmente passou a ser aceito, por todos nós termos diversos deles, e ao tentarmos tampá-los, desenvolvemos outros Buracos, para tampar os Buracos já existentes. 

Vivemos hoje no planeta, numa sociedade em que o Buracos é aceito como se fosse uma naturalidade e aquele que não “pratica” o Buraco, é considerado anormal, diferente, sujeito a críticas, perseguições, etc; Jesus por exemplo, não o tinha. 

O Buraco tenta o tempo todo encobrir a mentira. Mentira que nós todos desenvolvemos ao acreditar que poderíamos viver afastados da Fonte, de Tudo e do Todo. O surgimento do Ego se deu ao aprendermos a mentir. E mentimos por medo. 

Creia-me, o Buraco é uma grande mentira. Se ainda tem alguma dúvida, o Buraco, é este vazio que você sente na boca do seu estômago, ou perto do coração. Ele é a ausência de algo, que você sabe que falta, mas não consegue identificar. Ele é a ansiedade permanente que te acompanha, ele é a insegurança constante que controla sua vida. Sabemos que ansiedade e insegurança só aparecem, se por trás delas estiver o medo. Sim o medo. Eu tenho medo de viver. Eu tenho medo da vida, pois sei que estou desconectado da Fonte. Separei-me da Fonte e criei uma fonte substituta, e demos o nome de Ego. 

O Ego tenta o tempo todo preencher a ausência do “algo” que todos nós sentimos. Uns comem demais, outros compram demais, outros falam da vida alheia demais, outros tem sexo demais, outros vaidades demais, outros religiosos demais, outros cientistas demais, outros fantasias e delírios demais; enfim toda a raça humana cria “seus demais” com uma única finalidade, preencher o Buraco, ou ausência, que o Ego jamais conseguirá preencher ou completar. 

Os “donos do poder humano”,(aqueles que manipulam a vida planetária) criam e recriam necessidades para nós todos, lançam e relançam novos produtos, novos conceitos, novas modas, sempre visando dar algum conteúdo para o Buraco, que é extremamente consumista, e precisa sempre ter coisas materiais, apenas para mantê-lo e não suprimi-lo. Consumimos coisas, desenvolvemos diversas necessidades socialmente aceitas, por não conseguirmos conviver com nossos Buracos e o triste nisso tudo é que de maneira geral, nem nos damos conta disso e nem questionamos, apenas nos submetemos e praticamos o que foi escolhido para cada um de nós. 

De uma maneira geral, os Buracos só existem pela ausência temporária da Essência. Ao nos afastarmos da Fonte, nos distanciamos de nossa própria Essência, que é sermos seres divinos, pois “ fomos criados à imagem e semelhança do Criador...”. Essência esta que o ser humano se distancia a cada momento que tenta tampar o Buraco com qualquer atitude material ou comportamento e não olha para o Buraco, para ver o que tem dentro dele. 

O Ego fez-nos acreditar, que se olhar o Buracos vou sofrer, vai ser ruim, e ele então nos dá uma sensação de poder quando consumo alguma coisa, e esta sensação mantém o Buraco e não o preenche. Temos medo de preenchê-lo, e só iremos preenchê-lo se olhar para ele, questioná-lo, enfrentá-lo, conhecê-lo... o EGO continua dizendo ao teu coração que é perigoso. 

O Ego também diz que você precisa ter muito poder. Que precisa controlar, que precisa manipular, que tem que ser mais inteligente que o próximo, que você precisa estar certo e o outro estar errado, que se você não for mais bonita(o) do que a/o outra/o você não tem nenhuma valor, que precisa competir para ganhar, pois o outro não pode ganhar de você, que você precisa a todo custo estar com a verdade e não o outro, e aí criamos discussões, polêmicas, brigas, separações...pense um pouco e o que seria este ganhar? 

O que de fato ganhamos na vida? Corremos todos os dias atrás do quê? Sofremos tanto se algo não dá certo, ou não consegui o que queria, ou me comparo com o outro que tem e eu não tenho... com que finalidade? Qual de fato é a verdade que se esconde atrás destas ou outras atitudes que tomo todos os dias? Para quê eu pratico em mais de 90% do meu tempo o Ego? Sim eu pratico o Ego. 

O Ego tenta o tempo inteiro me dizer que eu tenho ou que preciso de...ele tenta, tenta, tenta o tempo todo me mostrar uma realidade que é mentira. Ele me faz crer que só posso ser feliz se tiver....o padrão de felicidade humana está estabelecido em se ter... ao contrário da realidade de nossa Essência que é o Ser. 

Eu Sou.... portanto, Se Sou, tenho tudo o que a Fonte tem. Não preciso de mais nada, tudo está aqui comigo...se cada um entendesse que é...e que temos tudo.... tudo no planeta mudaria... estaríamos compartilhando a vida, e não tirando a vida... estaríamos dividindo os alimentos, e não estocando os alimentos, tirando a oportunidade daquele que ainda não aprendeu a se prevenir ou cuidar. 

Todos os problemas materiais que passamos está diretamente relacionado à falta desta compreensão. Nossa energia mental se direciona de maneira equivocada. Talvez queira mais do que deveria Ter. Talvez queira mais para me sentir melhor do que o outro. Talvez queira com tanta intensidade por qualquer outro motivo interno, que o universo me tira tudo para aprender a meditar e entrar mais em contato comigo e de fato entender que só preciso de mim. Nada mais do que “mim”, eu preciso para Ter tudo o que necessito, pois Eu Sou me dá Tudo, pois Ele tem Tudo, pois ele está no Todo. 

A cada encarnação, apagamos temporariamente as lembranças de outras experiências, que ficam em estado latente, esperando o nosso desenvolvimento e estamos então aqui quando bebê, semelhante ao primeiro momento de vida no planeta. Puros, sábios, felizes, inteiros.

Cada encarnação é uma nova oportunidade de começar novamente. Mas infelizmente esbarramos nos padrões sociais e educacionais que moldam nossa nova personalidade a sérios vícios compor-tamentais, e aprendemos desde pequenos que ser feliz é Ter coisas materiais e não a entrar em si, no coração e descobrir lá dentro o caminho da felicidade. Aqui começam nossas séries de Buracos. 

É vendido a imagem à criança que ser feliz é Ter, tudo o que se possa Ter, ou Ter mais do que o outro, etc... olhe para você e veja como você funciona... quantas necessidades e competições tem dentro do seu coração... quantas queixas você faz diariamente como uma criança, reclamando que não tem ou ainda não tem ou não tem mais isso ou aquilo... e o seu coração você não consulta?.. o seu Buraco você não enfrenta?. 

A chance que conheço de mudarmos tudo isso, é não fugirmos mais dos Buracos. É enfrentá-los, é conviver com eles, é olhá-los, conhecê-los, é questioná-los. É não ter medo de entrar no vazio do Buraco, pois este vazio é o que certamente te levará de volta ao Todo. Muitas vezes cremos que temos um enorme vazio que no fundo é um enorme Buraco. Mas isto é apenas a ausência da Essência, da lembrança da divindade que ficou quase esquecida em algum lugar de nossa memória extra-cerebral. 

Não tenha medo do Buraco. Ele não te fará mais mal do que já te fez ao fugir dele ou tentar preenchê-lo com conteúdos materiais. Conviva com ele, enfrente-o, questione-o, crie novas condições para deixar de ser escravo do Ego, escravo do Buraco. A tua grande realidade é que você é apenas Essência. 

Essência não tem Buracos, pois ela já tem tudo o que precisa... inclusive a tua Essência tem muito e de sobra é coragem... a coragem que te falta para enfrentar teu Buraco, redescobrir tua Essência e voltar a ser feliz. A divindade de onde você veio te espera...pare de se enganar e aprenda a olhar teu coração