/ Psicologia

A Indenização Feminina e a Criança Interior

 Quais têm sido um dos maiores problemas da humanidade?
Os problemas emocionais.
Qual é o maior problema da mulher? O que é que mais lhe dói?
As dores emocionais,. Por qual motivo a mulher é mais sensível e sofre de uma maneira muito maior diante de uma dificuldade na sua relação afetiva?
Pelas marcas que ficaram uma parte de sua psique chamada Criança interior. Vamos entender um pouco mais isso, de certa maneira continuando o programa de 15 dias atrás. 

Por volta de 3 anos, a menina se apaixona pelo papai e começa a competir com a mamãe pelo amor do papai. Como normalmente a mãe é imatura e ao perceber o que está ocorrendo sente ciúme, a menina absorve este comportamento e irá competir com a outra mulher o resto da vida. Por outro lado romper com esta mãe e competir com ela provoca em sua boca do estômago um vazio, uma insegurança e que a mulher adulta sabe que está aí até hoje, pois este buraco emocional é sentido em todos os dias na vida de uma mulher. 

Esta sensação na boca de estômago que normalmente a mulher apresenta que é uma espécie de vazio, uma insegurança, um sentir que falta algo e não sabe dizer o que é, normalmente o homem não o sente, mas pude aprender em meu consultório, que este vazio também encontramos nos homossexuais masculinos, pois eles tem um alto teor de comportamento feminino desenvolvido. 

Para lidar com esta insegurança que este buraco emocional aí do estômago promove, a mulher desenvolve a necessidade de falar, ela tem que falar, ela tem que por para fora, pois este buraco é uma sensação bem estranha de como se eu não tivesse valor, e aí preciso ser confirmada.. A mulher é confirmada ao falar, ela é confirmada quando alguém a elogia, ela é confirmada pela sua bela aparência, ela é confirmada hoje em dia, pela sua competência profissional. Ela é confirmada quando é mãe. 

Ela desenvolve assim uma enorme necessidade de segurança, para aplacar esta insegurança do buraco do estômago, e desta maneira, ela sente a segurança quando começa a controlar todas as variáveis do ambiente que vive. Aí pode ser controlar as pessoas, e seus respectivos comportamentos, e quem não se comporta da maneira que para ela é seguro, a tendência é a crítica e até mesmo a comparação e a fofoca, controlar as coisas materiais, todos os objetos possíveis, controlar seus amores, e arrumar uma maneira dele fazer as coisas da forma que eu mulher me sinta segura, então ela parte para a manipulação do seu parceiro afetivo. 

Vai tentar com que ele faça do seu jeito, jeito que lhe dê segurança, muitas mentem, dissimulam para atingir seus objetivos, mas normalmente não perguntam aos seus homens se para ele está bom da maneira que ela deseja que seja. 

As mulheres centradas, que sabem respeitar seus parceiros e não tentam manipulá-los, são as que já superam estas dores emocionais de sua criança interior machucada e consegue respeitar seu parceiro afetivo, e dividir com ele uma vida e um afeto. 

Mas outro fator de muita força ocorre com a menina: ao perceber que não tem um pênis e que aquele que tem um é mais valorizado socialmente e lhe são dados mais chances. No pensamento infantil fica entendido que este pipi representa poder. Como ela é ainda uma criança com menos de sete anos, estas diferenças sociais, sexuais e emocionais, entram em sua vida de uma maneira traumática gravadas em sua criança interior. 

Ela acaba de romper com a mãe, para se apaixonar com o papai e criar no desenvolvimento do seu complexo de Édipo, o amor que ela virá a dedicar a um homem à partir da adolescência, e agora ela percebe que é diferente, que o menino tem algo que ela não tem, que o menino pode fazer xixi onde quiser que é aceito por todos, e ela ao fazer xixi tem que se agachar, e algum adulto vai tomar conta para que sua periquita não seja vista por qualquer outra pessoa... mas o menino pode mostrar o seu pipi para todo mundo... aí ela pensa algo parecido com isso: O QUE HÁ DE ERRADO COMIGO???? 

Com a mãe que ela já rompeu, ela aprendeu a competir com a outra mulher e a sentir o vazio e a insegurança que este rompimento com a mãe representou.
Por não ter o seu pipi, ela se sente inferiorizada, pois aquele pipi representa o poder da sociedade, a permissão de muitas coisas que não são permitidas á uma menina. O fato que contrariando a muitas feministas, a menina neste época sente muita inveja por não ter também um pipi, justamente por falta de maturidade de entender o que a sua periquita representa. Ela está numa fase de pensamento concreto, ele tem eu não tenho, eu também quero... mas eu não posso ter, eu sou menina, na menina não cresce o pipi. 

Por este motivo muitas feministas odeiam e se sentem diminuídas quando alguém cita esta fato de ter inveja de não ter um pipi, mas ele é real e está na fase de desenvolvimento da Criança. Mas como ela lá se estabeleceu de uma maneira traumática, este trauma persiste na mulher adulta, se não for entendido e transmutado. 

Estas são dores emocionais que ficam gravadas na psique de uma menina, e ficam lá como uma sombra, como um tormento, como uma dor a ser resgatada. Por qual motivo eu sou diferente? Há um luto nesta menina, uma espécie de depressão. Mas como a vida lhe encanta e lhe mostra muitas outras possibilidades de coisas a fazer e conquistar e ela quer viver intensamente, para conviver com estas dores, ela desenvolve dois mecanismos compensatório e elabora um plano de um dia ter um pipi só para si e ser muito bonita, mais que a mamãe ou qualquer outra mulher. Estes dois mecanismos de defesa lhe dão o suporte, para enfrentarem a dor e tocarem a vida em frente. 

Em seu desejo de ser mais bonita que a outra mulher, nós vemos todos os dias, as mulheres competindo entre si, as vezes até se degladiando, por causa de um fator ocorrido na infância que foi incorporado à sua vida e que infelizmente a mulher adulta, normalmente está presa nesta armadilha emocional da criança interior e não pára amadurecidamente para olhar esta necessidade e por não fazer isso, fica presa infantilmente à uma competição que atrapalha muito o seu desenvolvimento emocional e espiritual. Normalmente quando ela vê que a outra é mais bonita, sente a mesma inveja de que sentiu quando percebeu que não tinha um pipi. É um comportamento aprendido. 

Mas percebam, que estes dois mecanismos são fantasiosos, são compensatórios para ajudar a conviver com as dificuldades que elas, com a idade entre 3 e 5 anos não tem maturidade de enfrentar. 

A necessidade de ter este pipi só para si, que é escondida socialmente, mas que está na sua psique, passa a se tornar um dos grandes problemas imigrados e que o homem enfrenta em sua vida. Se fosse sexual, quando ela tivesse as primeiras experiências heterossexuais o problema estaria resolvido, mas não é sexual é social. E só quando ela é mãe de um filho homem que este fato vai se concretizar, pois ela olha para aquele menino e lá dentro, de sua criança interior, uma voz lhe diz: É meu!

Quando a mãe gera uma menina, normalmente ela coloca seu limite com a filha, pois ao perceber que por volta dos 3 anos esta sua filha começa querer ocupar seu espaço e a competir com ela, ela mãe, toma certas atitudes alguma muito corretas de orientações, mas outras baseadas nas dores emocionais que sua criança interior tem. 

Mas com o filho, com o menino, que não compete com ela, não quer tirar o seu homem de si, pelo contrário o menino quer a mamãe só para ele, ela é mais permissiva e esta permissividade é o grande empecilho ao desenvolvimento da maturidade masculina. Na cabeça de sua criança interior, ela precisa privilegiar o filho, pois ele representa um ideal da infância que agora está se concretizando. Lá dentro da Criança interior, há uma voz que diz algo parecido com isso. Agora eu tenho o meu pipi. E por ter a sensação da compensação de ter este sonho infantil realizado, ela se torna normalmente permiciva com o filho homem, fazendo quase tudo por ele, não permitindo que desenvolva determinados papéis sociais e emocionais. 

Este é um dos motivos que muitos homens simplesmente somem depois de algum encontro com as mulheres.. Acredita que não deve nenhuma justificativa à mulher, pois sua mãe o ensinou assim. Não respeita este lado emocional ou a necessidade emocional da mulher. Não aprendeu a respeitar a mulher. Em sua criança interior está um aprendizado que a mulher não precisa ser respeitada, pois ela só existe para me suprir, me amar e eu não preciso ter um compromisso mais sério com ela. Eu não preciso amá-la, pois não aprendi isso. 

Por outro lado, quando rompe com a mãe e se apaixona pelo pai, a menina fica com um grande vazio existencial pela ausência da paixão pela mãe em sua vida. Ela ama o pai, maravilhoso, muito bom, mas pai é pai, e mãe é mãe. Cada um tem um papel e uma finalidade. 

A menina então cresceu com o vazio existencial da ausência da mãe e esta marca está forte na sua criança interior e quando uma relação com um homem é rompida, e este homem representa em sua criança interior o seu pai, ela não agüenta. 

A criança interior que está dentro dela, emerge do arquivo as histórias de dor e estas vêm á tona, trazendo o desconforto, e não conformação, é como se acontecesse novamente algo muito grave, que a sua criança tem registrada e agora adulta, ao ser preterida, abandonada, trocada, ela sente aceso o desconforto de sua infância e entra num profundo luto, ou numa intensa raiva, e lá na criança interior que precisou de muito tempo para elaborar uma maneira de lidar com estas dores, soltam novamente todas as dores e elas vem com grande vigor. 

Assim uma mulher que não acessou este conteúdo desta criança machucada ao perder uma relação afetiva, ela entra em contato com a dor desta criança e quase que sempre se torna inconsolável. Não faz outra coisa na vida a não ser em pensar no que perdeu, na dor da separação, e muitas, infelizmente fazem com que este luto dure muitos meses ou anos, e algumas acabam nunca se recuperando da separação.

Estas sãs as possíveis explicações dos motivos que as mulheres sofrem em demasia com uma separação afetiva, e com o homem este processo é muito mais suavizado. 

Bem, o fato é real, a dor é real, o desespero é real, o luto é real, o desalento, ou a raiva, todos são reais.... então.... como lidar com isso? 

A criança interior de cada um, tem um lado sadio e alegre, quando ela viveu experiências felizes na infância, se sentiu nutrida e amada. Ela volta e meia vem para fora na mente de cada adulto. Mas não é desta criança sadia que falamos, pois ela não nos incomoda e nem nos faz sofrer, pelo contrário a nossa criança sadia é feliz.
Falamos da criança interior que se sentiu em algum momento desprotegida, desrespeitada, preterida, diferenciada, julgada e não amada. E ela que vem para fora e vem pedir reparação e é esta criança que normalmente as mulheres colocam para fora no momento que se sentem desprotegidas do amor masculino e sofrem por tudo aquilo que está guardado em seu arquivo. 

Esta nossa criança precisa ser educada. Os adultos que acompanharam nosso crescimento nem tiveram qualquer possibilidade de entender este processo emocional que uma criança, e especificamente uma menina passou e que ainda guarda estas lembranças latentes, reclamando serem corrigidas. 

Quem as poderá corrigir? Somente eu, ou seja a própria pessoa que está com a dor. Ninguém poderá fazer nada pela minha criança interior e a dor que ela acarreta. A dor é minha, é a minha experiência de crescimento. 

A dica que dou aqui é a mesma que dou a todos os pacientes do meu consultório... ao sentir a dor, quando ela vem como reclamação, com uma sensação de coitado de mim....de desespero... pare.... pare tudo o que estiver fazendo e converse com esta criança. Lembre-se ela precisa ser educação, e só vc pode educá-la. Esta criança é da sua responsabilidade, foi vc que escolheu este caminho. Não há injustiça no universo, pois ele é harmônico e sincrônico. Este foi o caminho que vc escolheu para realizar o teu crescimento e se conhecer. 

Converse com a dor desta criança... entenda que a dor não é sua mulher adulta... perceba que esta dor é de uma parte de sua mente que chamamos de criança interior e ela dói, pois já houveram outros momentos onde esta dor foi instalada.... e se foi instalada ela pode ser desinstalada.... converse com a dor... use a coerência do adulto que está aí dentro de vc, que faz com que vc viva sua vida, produza, se relacione, estude, etc... 

Dentro de vc há um ser adulto, experiente, use a experiência dele para conversar com esta criança e ir educando ela, mostrando que se alguém foi embora de sua vida, é porque não deveria ficar... se alguém deixou de te amar, é porque não merece teu amor... se esta pessoa saiu de sua vida por qualquer motivo que seja, aceite o que o universo está lhe trazendo, pois certamente uma oportunidade melhor e mais amadurecida estará vindo para vc, mas se ficar chorando sobre o que já foi, se ficar presa e reclamando pelo o que já se acabou, se deixar a tua criança não se conformar e não aceitar as mudanças inevitáveis que o universo provome em nossas vidas a cada momento, com toda certeza o melhor que está para vir, para ocupar o espaço daquilo que foi, nunca chegará, e vc apenas sofrerá... será que vc merece sofrer tanto por algo que já acabou e não dar a chance de entrar o novo que a vida vai lhe trazer?