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Confirmação! A mulher precisa ser confirmada sempre?

 O rico e intuitivo universo feminino encontra em sua estrutura emocional um longo caminho a ser entendido e transformado para que o ser que encarne em um corpo de mulher possa vir a usar da amplitude que está à nossa disposição em nosso Super- Consciente ou Eu Superior. 


Ao verificarmos o conhecimento desenvolvido pela Psicologia Transpessoal ou Esotérica, confirma-se a existência de uma estrutura divina em cada ser que, ao ser acessada, dará a cada um de nós o centramento, a sensação de paz e felicidade que todos procuramos e que repousa em nosso chacra cardíaco. Quando acalmo os reclamos da mente (medos, apegos, mágoas, tristezas, não-aceitação) e penetro em meu peito, fico na calma do meu coração, saio da mente exterior e fico na mente interior, sendo esta última a que nos importa, se meu desejo é crescimento, evolução e felicidade. 

A parte de nossa mente que nos faz sofrer e viver nossos desequilíbrios é a mente exterior porque ela nos coloca a pensar em coisas, fatos passados e que não consigo me desligar e ocupam meu agora, trazendo alguma lembrança não resolvida me mantendo preso a ela, como se estivesse ainda diante dos problemas antigos, causando até estados de depressão. 

Outra parte da mente exterior se fixa nas questões futuras e isso pode nos levar a uma grande ansiedade, por me preocupar com possíveis situações que podem aparecer em minha vida. Felizmente, para cada um de nós, acima de 90% de nossas preocupações são apenas fantasias da mente exterior pois elas nunca acontecem. 

No caso da mulher, ocorre com ela, em geral, dois eventos marcantes na sua primeira infância (e somente com a menina) mais precisamente entre 3 a 5 anos e vai marcar profundamente sua vida. Como este registro fica em sua criança interior, ele acaba estando presente na vida diária da maioria das mulheres e estas nem sempre sabem lidar com este fato. 

Vamos entender os processos: imagine-se sendo uma menina entre 3 e 4 anos. Você vai perceber que existe uma diferença entre você e um menino e não é só nos aspectos anatômicos do meio das pernas mas, principalmente, no comportamento dos adultos com relação a esta menina. E desta menina com relação à sua mãe. 

Esta menina percebe uma seqüência de coisas: falta algo no meio das suas pernas e não é por ela querer ter um pipi, mas por constatar que quem tem um pipi acaba tendo certos direitos e ela não. Ele pode fazer xixi a qualquer momento, em qualquer lugar e se ainda não sabe segurar, alguém segura para ele. Ela, ao fazer xixi, precisa se abaixar, ninguém lhe segura nada por não haver nada para isso e, preferencialmente, o adulto que a esta ajudando, fica na sua frente, para que sua periquita nunca seja vista por ninguém. Com os meninos há a exposição da genitália e com as meninas não há. Ela percebe este fato de forma negativa e restritiva. 

O que pode acontecer com esta menina diante deste fato? Sente que poderá ter alguma coisa errada com ela. Ele pode expor e eu não posso. Como nesta idade todos nós somos emocionalmente frágeis, imaturos, ela acaba criando através deste comportamento social uma sensação de ser diferente, talvez não completa e precisa criar algum mecanismo para conviver com esta dura realidade. Desenvolve nesta fase, a cruel necessidade de ser bonita, ou mais bonita, para não se sentir menos... 

Paralelo a isto, nesta mesma fase, esta menina como todo e qualquer ser, esteve apaixonada pela mãe. A mãe para cada um de nós é nosso primeiro amor. Nosso ponto de referência e sustentação emocional até fecharmos nossa estrutura da personalidade desta encarnação que se completa aos sete anos. 

Por ser mulher, ela precisa se desapaixonar pela mãe e se apaixonar pelo pai para que até os sete anos, ela tenha definido o seu papel sexual da vida adulta e vir a buscar, naquilo que lhe será introjetado pela figura masculina, um homem para viver uma relação de amor e acasalamento. Se este evento não ocorrer, a mulher adulta não conseguirá entregar o seu corpo a um homem para o amor e conseqüentemente para a cópula e geração de filhos, pois ela estará desejando uma mulher para tal fato. 

Por outro lado, o que significa para esta menina este rompimento amoroso com a mãe? A mãe-matriz de cada ser tem o papel mais importante da formação de nossa psique e ao ter que se separar da mãe e substituí-la pelo pai, ela segue uma ordem hormonal, pois alguns hormônios que começam a ser produzidos vão fazendo com que ela sinta uma atração irresistível pelo pai, mas o rompimento com a matriz, lhe dá uma sensação de desamparo e de luto e ela teve recentemente uma sensação ruim ao se sentir diferenciada por não ter um pipi e agora precisa se desapaixonar pela mãe, e o que é pior, desejar para si aquele homem que é de sua mãe! 

Começa, então, uma nova fase: a de competir com a mãe que, dependendo de como sua mãe lida com isso, poderá se estender em idade adulta, a todo universo feminino de suas relações. Quanta confusão e conflito numa mesma pequena e imatura cabeça! 

Qual a conseqüência de tudo isso? Trabalho como psicólogo clínico e com grupo de mulheres e cerca de 70% dos pacientes que me procuram são mulheres e por este fato tenho um universo de pesquisa vasto e interessante e, de maneira geral, posso afirmar com toda convicção que quase a totalidade das mulheres precisa de confirmação. O rompimento da menina com a mãe lhe provocou uma enorme insegurança, onde ela já mulher continua precisando da confirmação até agora. 

Elas falam esperando serem escutadas e confirmadas. Elas precisam que lhes digam que está bonita, elegante e muito bem. A sua própria opinião não lhe é suficiente principalmente com relação à sua aparência física. Este motivo é fundamental na vida pessoal de uma mulher que precisa sempre falar das coisas que estão lhe acontecendo (o que nem sempre ocorre com os homens). Ao falar e alguém escutar ela alivia a tensão provocada desde a meninice de que havia alguma coisa errada com ela e ao ser confirmada, ela volta novamente ao seu centro. Junto a isso, o império da beleza, a necessidade de ser admirada e bela, ou mais admirada e bela do que aquela outra... 

Declaro isso nos meus cursos, textos e onde eu estiver, pois é uma profunda convicção: a mulher está cerca de mil anos à frente do homem em termos de compreensão sobre a vida, na coragem de enfrentar suas emoções e não fugir delas como normalmente os homens fazem, mas neste aspecto da sua infância, que é a necessidade de ser confirmada, lamentavelmente a maior parte está ainda na pré-escola. Continua repetindo o mesmo padrão da infância, erradicado no Inconsciente Coletivo feminino há séculos e não se abre para conferir os motivos que as fazem se comportarem desta maneira. 

O que pode ajudar à mulher é entender definitivamente, que ela, somente ela, pode se confirmar. Ninguém precisa de opinião de qualquer pessoa para ser o que se é, pois não há ninguém no universo como você, cada um é especial e quando me acolho, no meu melhor ou pior, posso vir a curar esta imensa confusão e ao me aceitar, o próprio universo me aceita, pois crio a cada momento minha realidade, através das verdades que passo a acreditar. 
 

Texto revisado por: Cris