/ Psicologia

Socorro,... Eu preciso Copular!

 Como uma grande escola que é a vida, nosso aprendizado, se faz através das experiências humanas. O contato de um ser com o outro ser, as trocas, os desentendimentos, os questionamentos, enfim, uma série de fatores, constroem nossa realidade humana da 3a. dimensão.

Às vezes, me sinto até um privilegiado, pois tenho diante de mim, primeiramente a mim, e depois uma infinidade de pessoas, os meus pacientes, que me ensinam no dia-a-dia, o caminho para entender, esta complexa diversidade que é o comportamento da humanidade.

Creiam-me, pois em muitas ocasiões, eu é que deveria pagar a terapia para alguns pacientes, pois as suas dificuldades, algumas relatadas entre lágrimas ou sofrimentos, são verdadeiras aulas de Psicologia, que me apontam soluções importantes, à minha vida pessoal, à dos meus paciente, e ao meu entendimento de como o ser humano funciona.

A cada etapa compreendida, novos desafios se apresentam, e estou o tempo todo, diante do “ não saber”, do buscar entender, do encontrar respostas, muitas de difíceis compreensão e outras até de grande dor.

Em vários textos, eu escrevi, que de maneira geral, em nossa cultura “civilizada”, o aspecto masculino de nossa sociedade, o homem, pensa com a cabeça de baixo. Com a glande do pênis!

Esta situação do masculino, têm lhe trazido muitas dificuldades, e pensar com a cabeça de baixo, faz com que o homem não faça a leitura adequada da situação, ou de tudo o que envolve um relacionamento sexual ou afetivo.

Tenho tido a oportunidade de acompanhar diversos executivos, de meia idade, que vivem suas vidas, tentando manter o poder e status adquirido, e para se compensarem das dificuldades e inseguranças, jogam num corpo de mulher, toda sua necessidade de auto-afirmação e cometem as mais absurdas barbaridades, pessoais, familiares e financeiras, em nome do instinto, em nome do tesão, ou em nome do “poder” que o homem sente, quando pensa que está conquistando uma mulher.

A educação diferenciada, que a mãe faz com o filho homem, durante os 7 anos iniciais, quando estabelecemos nossa raiz psicológica, dá a ele, uma falsa idéia de poder. Como ele se sente bem tratado e até privilegiado, passa a crer que ele é um ser especial. Que tem encantos maravilhosos, pois desde pequeno, vê o feminino, se desdobrando para servi-lo e nutri-lo, e passa a acreditar que a mulher, existe com esta finalidade, “me servir”.

O apego que a mãe tem por ele, que representa para o arquétipo do feminino, uma necessidade de controle e manipulação sobre o masculino,ou seja, o poder que o feminino “precisa” ter, produzem homens, que não rompem o seu Complexo de Édipo, fato que deve ocorrer por volta dos 7 anos, e ele continua apegado à sua mãe, à proteção de sua mãe e em todas as situações de ansiedade e insegurança, ele volta para a mãe, para o corpo da mãe, pois este corpo representa para ele segurança e proteção.

Este padrão de educação, tão arraigado em nossa geração, e nos corações dos seres humanos, produzem homens despreparados para a vida afetiva, imaturos, dependentes, e com pouca resistência em manter a fidelidade, fato que as mulheres muito reclamam, mas de maneira geral, são elas mesmas que produzem as causas, pois a infidelidade, é apenas o efeito de algo anterior.

Creio que seja este o motivo principal que o homem pensa com a cabeça de baixo, pois por não ter rompido com sua mãe, que incondicionalmente tem apego por ele(deveria ter amor, e o amor liberta, não prende) ao se sentir descompensado afetivamente, em suas situações cotidianas, busca novamente a proteção no corpo da mãe, (que agora não está mais à sua disposição), através da transferência, para o corpo de tantas outras mulheres que aparecem em seu caminho.

O mecanismo é simples. Entrou em ansiedade e insegurança, que encobrem o medo de fazer enfrentamento, volta a buscar aquela que sempre o protegeu e não o deixou crescer, e o mantém dependente até hoje, a mamãeSó que não é aquela mãe, que agora deve estar com uma certa idade, ou mesmo não estar mais nesta dimensão, mas a mãe que ficou estabelecida em sua “criança interior” (que se estrutura até os 7 anos) e quer o mesmo abraço, a mesma proteção, o mesmo corpo, que sempre lhe deu a segurança, que continua buscando ainda, na vida adulta.

Como agora ele é adulto, e não aprendeu a elaborar, o seu processo é bastante primário, então, em ter um corpo de mulher, e descarregar nele toda sua libido, lhe dá a falsa sensação de amparo e de poder, que sempre tinha quando voltava para os braços de sua mãe. Está é uma parte da triste história do homem de nossa civilização.

O homem joga no sexo, toda a carga emocional de coisas que não consegue enfrentar ou racionalizar. Após a relação sexual, pode ter um grande alívio, pois se sentiu nutrido pelo corpo da mulher, sentiu-se novamente com o poder que estava abalado, mas alguma coisa ficou faltando. E este algo que falta, só encontrará se aprender a entrar em si, e se checar.

Lembro-me de um ex-paciente homossexual, que o HIV levou desta dimensão, onde ele relatava, as suas crises de insegurança, e toda vez que ficava muito inseguro e“carente” como ele dizia, procurava sexo desordenadamente, sem nenhum critério. A sensação que tinha, era como se fosse desintegrar, se não tivesse sexo. Entrava em banheiros públicos, etc, e a primeira pessoa que estivesse disponível sexualmente, era com esta pessoa que ele se acoplava.

Pesquisei depois com outros homossexuais, e o relato destes é semelhante. Certamente, este é um dos motivos que o homossexualismo, tende a ter em si, um certo nível de promiscuidade, acima dos heterossexuais, pela dificuldade que têm em lidar com a desencontrada energia da libido, que está naquele momento, tentando fazer uma compensação de algum outro fator interno que não está bem entendido ou elaborado.

Para os heterossexuais, talvez não haja o desespero que o componente de castração pode vir a provocar no homossexual, mas para alguns homens, ditos “normais”, a impulsão à relação sexual é tão grande e desesperadora, que simplesmente neste momento, ele precisa “trepar”, com uma simples descarga da libido, nada havendo de afetividade ou de sentimentos mais profundos. Precisa sentir-se, dono de um corpo de mulher e pronto; e aí o seu fogo fica meio apagado, ou quase desativado.

Quero propor aos homens que me lêem, que façam suas verificações internas, se estiverem interessados em se conhecer, principalmente, quando vier a vontade, SOCORRO, EU PRECISO TREPAR:

“ Toda vez que tiver uma grande vontade de ter sexo, aquela vontade quase incontrolável, dê uma checada no seu estado emocional.

Veja quanto de insegurança e ansiedade, você está tendo neste momento.

Tente parar um momento, e trazer seus sentimentos, primeiro para a cabeça de cima, ou seja o racional. Racionalize um pouco o que sente. Veja os prós e contras.

Imagine depois do ato consumado, como você irá ficar, principalmente se tem um relacionamento de comprometimento com alguém, sendo que o sexo não será praticado com esta pessoa, inclusive, uma boa sugestão; você pode até imaginar, ela fazendo a mesma coisa com você...., imagine ela com outro homem...veja o que sente.

Em seguida, traga este teu grande tesão, para o coração. Tente ter o tesão com o coração. Perceba o que vai ocorrer. Não vou lhe dar nenhuma dica, pois quero que você tenha esta experiência, que poderá lhe ajudar em muito à mudança do padrão.

Posso lhe afirmar, com toda convicção e experiência, que este seu estado deTREPADOR, pode ser alterado, e você ainda aprender a ter uma relação sexual, não apenas instintual. Não fazer da mulher, apenas uma descarga de seus instintos e processos emocionais que estão em desequilíbrios, mas sim, fazer dela sua parceira, sua cúmplice, sua amante, e juntos encontrarem o verdadeiro prazer, que todos encontram, quando trocam a afetividade, a sexualidade e a entrega incondicional ao outro.

Homem, você pode, ser estiver interessado em mudar seu padrão, trazer a enorme energia da sexualidade, para a cabeça de cima, e principalmente para o coração. Quando você aprender a fazer sexo com o coração, deixará de ser apenas um animal instintivo, e começará a ser à partir daí, um ser completo, onde o sexo entra em sua vida, como um grande presente da natureza, para somar, para lhe trazer prazer e equilíbrio, e acabar com toda a culpa, que a grande maioria dos homens sentem, em sua vida interior, por apenas desejar ou copular, com todas as mulheres que tiverem chance.

No universo, somos todos aprendizes. Estando aqui na terra, nosso grande desafio é primeiramente aprender a conviver comigo, me conhecer, me respeitar, me amar, me curtir, depois vem todo o resto que me cerca. As pessoas, a natureza, ou seja, o próprio universo. Como todos nós somos UNOS, fazemos parte de uma MESMA COISA, e nossas diferenças, são apenas experiências que escolhemos viver, e quanto mais rápido eu encontro o meu padrão de equilíbrio, mais cedo poderei curtir a minha feliz eternidade que me espera !