/ Psicologia

MARIA DA PENHA x (a fictícia) MARIO DA LAPA (*) são necessárias?

(*) Lei Mário da Lapa, apenas um ficção literária que tenta demonstrar que também muitos homens foram mutilados ou mortos por suas companheiras por não serem da maneira que estas esperavam, mas não há nada que proteja o homem quando isso se dá.

 
No livro O Pequeno Príncipe, há uma frase lapidar que normalmente a mente objetiva e racional tem dificuldade de aceitar, mas que a mente subjetiva e transpessoal entende e aceita por ser uma verdade cósmica: " ... Tu és responsável por aquilo que cativas..." . Felizmente a Neuropsicologia nos confirma esta verdade. Se não acredita pesquise, pois este texto também é baseado neste conhecimento.
 
Assim, o universo existe e funciona em harmonia porque há leis espirituais que mantém o equilíbrio de tudo aquilo criado pela Fonte. Aqui na terra, vivemos um mundo de polaridades. Dia e noite, bem e mal, alegre e triste, luz e sombra, vida e morte, Deus e diabo, céu e inferno, homem e mulher entre tantas outras. As polaridades criam as condições para que o equilíbrio entre as partes aconteçam. Elas são fundamentais e necessárias para a existência humana.
 
Destaco aqui duas polaridades que entendo sejam as mais frequentas entre nós humanos, que são Deus x diabo e homem x mulher porque elas ocupam os espaços de nossas vidas, nas famílias, nas mídias, das igrejas e das nossas conversas entre amigos, nos trabalhos, nos bares, nas alcovas e em todos os lugares.
 
A primeira entre Deus e diabo, concluo que para a maioria dos seres, trata-se de crenças, pois quem estuda um pouco a origem das religiões e o esoterismo, vai constatar que o diabo foi criado pela religião cristã num momento de profundo e sombrio radicalismo religioso, em nome de Cristo, (sic) onde se tinha como objetivo principal não a divulgação do amor pregado pelo Cristo, mas o controle da vida, das mentes e a manutenção do poder de uma certa classe eclesiástica que se achava no direito de julgar e decidir o livre arbítrios de todos.
 
Para muitos ainda, Deus/diabo é uma crença, e mesmo o Pai Criador, considero ainda uma crença na maioria das pessoas que estão aqui no planeta, e quando falo isso, me baseio em experiência própria de crer em Deus durante mais de cinco décadas, até que um dia, passei a não crer mais em Deus, e sim, passei a saber de Deus. Sabemos de Deus quando o sentimos em nosso coração e quando sabemos, não precisamos mais crer, pois a crença pode mudar, mas o saber não muda. Sou muito grato por hoje O sentir, portanto saber Deus.
 
Mas o objetivo desde texto não é o aspecto religioso, mas sim o aspecto emocional e social que envolve o segundo item desta polaridade: homem x mulher. Aqui podemos nos perder ou nos acharmos. A sociedade tenta justamente defender as mulheres dos homens agressores e é muito triste veremos muitas mulheres sendo agredidas física e moralmente todos os dias, porém não perceberam que precisam ser alertadas para desenvolver um mecanismo de defenderem a mulher delas mesmos. A sua maior algoz que é a própria mulher. A dificuldade que a mulher tem de lidar com a outra mulher a enfraquece diante do homem. Talvez aí se pratique a verdadeira justiça e equilíbrio tão desejado das polaridades.
 
Poderemos nos perder se tentarmos apenas pela lógica mental e objetiva, refletirmos e concluirmos. As mídias sociais gritaram esta semana toda pela lógica mental que induz ao julgamento e erro. Talvez por aí não haja saída, pois a questão sociocultural das diferenças entre gêneros, não será entendida penas pela lógica objetiva, mas sim pela compreensão subjetiva de vários outros aspectos que compõe a vida e o comportamento humano e o que vai muito mais além do que uma mente lógica pode produzir e o inconsciente coletivo doente de nossa civilização corrobora.
 
Emoções e sentimentos são características quase que impossível de objetivar, pois não são visíveis, não são palpáveis, são interiores e não exteriores e a mente lógica que funciona principalmente pela inteligência desenvolvida e fatos observáveis, quase nada tem acesso ao complexo lado emocional e subjetivo da vida humana, ou seja o que está escondido por detrás de cada emoção e ação.
 
Grandes pensadores que aqui deixaram obras fantásticas sobre o conhecimento das emoções humanas, como Dr. Freud, Dr. Jung e Dr. Moreno falaram dos processos inconscientes da vida humana que se manifestam a todos os momentos, nos fazendo agir ou recuar diante dos desafios do dia a dia.
 
Há pouco mais de 100 anos quando o Dr. Freud desenvolveu uma nova ciência do conhecimento que foi chamada Psicanálise, trouxe uma nova possibilidade ao entendimento de nossas doenças emocionais, onde foram nomeadas como neuroses as mais brandas, psicose as mais profundas e a partir daí um contingente grande de outros pensadores, compreenderam os ensinamentos iniciais e ampliaram com outras ideias, novas experiências e formaram e continuam formando novos conhecimentos.
 
No presente momento o trabalho que realizo com consciências da memória extra cerebral (consciências anteriores a esta vida atual) me indica com toda segurança que há memórias preexistentes em todos nós e muitas destas memórias trazem dores, machucados, traumas, medos e tantas outras possibilidades que nos conduzem a situações não desejadas e atraem para nossas vidas as experiências que se encontram registradas nelas.
 
Reafirmo aqui o meu aprendizado e peço não confundam com crenças religiosas pois são experiências profissionais e humanas. Na década de 90 fiz durante dois anos e curso de TRVP, Terapia Regressiva a Vivências Passadas, no INTVP, com a Psiquiatra Dra. Maria Júlia Pietro Peres, pioneira no Brasil nesta técnica e em seguida no ano 2.000 com o chamado de alma xamânico que chegou para mim, pude ampliar os conhecimentos adquiridos no INTVP e desenvolver a habilidade de trabalhar em primeiro lugar comigo e com meus pacientes com memórias de vidas passadas.
 
São nelas onde se encontram os traumas, as dores e os machucados que emperram o presente momento, inclusive a grande maioria das doenças que temos ou aquelas que sentimos e ainda não se somatizaram, encontram-se nos registros da memória extra cerebral.
 
Portanto não falo aqui em vidas passadas como uma crença religiosa, mas sim como material técnico do meu trabalho pessoal e profissional da minha realidade atual e tenho conseguido ensinar à grande maioria dos meus pacientes a diferenciar o que é a memória do presente, construída na formação de nossa personalidade até os sete anos iniciais e também herdada os familiares e o que é a memória de consciências passadas que invadem nossas mentes e trazem os machucados não curados em vidas passadas para serem “ressignificados”, compreendidos e aceitos.
 
Todos os machucados preexistentes estão cheios de queixas emocionais e alguns até portam sintomas físicos que se manifestam costumeiramente e a medicina não encontra explicação. Estes traumas fazem nos queixarmos, eles nos vitimizam, e toda vítima tem sempre um algoz, um culpado pelas suas dores, como se não tivéssemos livre arbítrio e perante o universo, ou o meu gênero que pode ser homem, mulher, negro, pobre, gay, lésbica, transgênero, etc, fosse desprezado, fosse perseguido e demonizado pela vida e por Deus.
 
Quero ilustrar o meu aprendizado aqui compartilhado e expresso com um atendimento que realizei algum tempo atrás como uma belíssima jovem com pouco menos de 30 anos, nascida em outro estado e morava aqui em casa de primos da mãe, que foi atacada por um homem com um punhal em seu pescoço onde ele a obrigou a não resistir com ameaça à sua vida e a arrastou a um mato escuro e com o punhal o tempo todo quase cortando o seu pescoço consumou o estupro.
 
O desespero dela perante a agressão sofrida era enorme e enquanto ela comentava e chorava na minha frente, os meus olhos marejaram em solidariedade a sua dor. Com uma visão de vida espiritual bem definida ela tinha uma proposta, "quero entender porque fui estuprada porque sei que nada acontece por acaso".
 
Começamos um trabalho terapêutico profundo, de olhar as suas entranhas as suas emoções, sombras e desejos mais profundos e em 90 dias ela concluiu e aceitou que havia na postura dela uma sensação de superioridade com relação aos homens por saber-se muito bonita e desejada. Olhava cada homem com um sentimento de superioridade que aceitamos defini-lo como arrogância e desprezo pelo masculino por acha-lo inferior ao feminino. "Sinto os homens como inferiores". Haviam também dores não resolvidas em sua relação da infância com seu pai.
 
No dia do estupro, o homem que a viu, a sentiu e seguiu, também tinha um profundo desprezo pelo feminino e era também dotado de enorme arrogância. As duas energias se encontram e houve a ligação mental entre ambos, onde as mentes se comunicam sem se falarem ao que Jacob Moreno chamava de "tele".
 
Se fosse num outro ambiente ela teria desfilado e se mostrando a ele como ela era bonita e desejável e como era tão superior que nem ligaria para tal homem, mas como o ambiente era propício a ele, então ele a submeteu forçosamente a um constrangimento máximo às suas belezas e poderes femininos, usando a força física e a ameaça, que eram os instrumentos disponíveis a ele para lidar com uma situação desta. Lamentável, talvez até patético, mas um grande aprendizado humano houve e a partir deste dia e esta moça mudou até a maneira de se vestir, usando roupas não tão sensuais que demonstrassem quão bela e desejável ela era à fantasia masculina, e sua reconhecida necessidade de competir com outras mulheres, Há uma lei espiritual que comanda o universo, já decantada e comentada em muitos canais de vida, chamada Lei da Atração.
 
Eu atraio para minha vida o que está em minha psique ou campo mental. Pode ser conscientemente, por uma escolha feita nesta existência, ou inconscientemente, por uma escolha feita em outro momento anterior a hoje e que se manifesta, pois esta represada e "precisa" sair de dentro para fora.
 
O Dr. Freud falou muito disso quando explicava os famosos "atos falhos" que todos nós cometemos sem perceber, explicando que eram desejos inconscientes que nos faziam produzir ações não esperadas ou desejadas conscientemente, mas que eram energias psíquicas ocultas que explodiam para fora vez ou outra, normalmente em formas de palavras ditas e algumas pequenas atitudes praticadas que nos surpreendem.
 
O Dr. Jung, falava das nossas "sombras" que são conteúdos reprimidos em algum momento, normalmente na infância, que podem se manifestam a qualquer momento. Ainda não se tinha naquela época, conhecimento das "Memórias Extra cerebrais" Dias atrás, um ator global constrangeu uma colega de trabalho que denunciou sua tentativa de bolinamento com ela e isto veio a público e as redes sociais efervesceram. Alguns poucos prós e uma esmagadora maioria contra, demonstrando na maioria dos comentários a falta de conhecimento de leis emocionais e espirituais que comandam a vida humana.
 
Para grande parte dos comentários, os homens são bárbaros e desequilibrados, não querendo dar a mulher o direito de ser quem ela quiser ser e da maneira que lhe convier e alguns sugeriram até a castração de alguns homens mais perigosos. Há uma lógica brutal nisso, homens que não conseguem se controlar e não respeitam as mulheres precisam ser punidos. (sic)
 
O homem tem testosterona que lhe dá o impulso da conquista e do forte e até quase incontrolável desejo pelo corpo da mulher e ele é perigoso. Este que é assim precisa ser punido, quem ele pensa que é para tratar uma mulher assim só porque ela mostra o corpo?. Ela tem direito de mostrar o corpo. Homens vejam nossa beleza e desejem... Mulheres morram de inveja....pelo menos foi o que entendi de alguns protestos que ouvi.
 
Uma questão a ser olhada, a mulher quase não tem testosterona, ela tem como predomínio o estrógeno e a progesterona, que lhe dão um movimento diferente e oposto ao masculino que é o desejo de seduzir, de atrair. E ela seduz livremente, (refiro-me às mulheres tão desequilibradas quando aos homens em questão) a sociedade aceita e canta em verso e prosa e ela desfila mostrando sua beleza, suas formas, tendo a necessidade em geral de ser notada e desejada, além disso, o pior está na competição que ela tem com a outra mulher, então ela ousa, ousa mais do que a outra para que a outra fique com inveja do seu corpo, das suas formas, do seu cabelo, dos seus seios, da sua roupa e possa assim atrair mais a atenção do homem do que "aquela outra" ou do homem da outra.
 
A manifestação da doença masculina é mais cruel, ela machuca mais, pois o homem e o testosterona que ele tem, não se contentam em ser desejado, atraente, ele tem a necessidade de possuir, ele sente o desejo de ter aquele corpo como seu. Continuo dizendo que é patético, mas é assim que funciona para todo homem. Funcionamos predominantemente com o hemisfério esquerdo do cérebro, o da lógica o racional.
 
Os que se trabalham emocionalmente e tem sua psique em equilíbrio, por serem bem acolhidos nos seu desenvolvimento humano infantil, lidam com esta situação bem e respeitam as mulheres apesar de todo e forte impulso. Ele consegue canalizar em cima do seu ser amado este forte impulso de sexualidade e isso é bom e saudável.
 
Aqueles que não tem esta leitura mais refinada e estão presos a muitos machucados com relação ao feminino, certamente tiveram uma relação extremamente doente com sua mãe na infância, e agora compartilham o aprendizado desta época e agridem a mulher e os mais doentes, da maneira mais cruel possível, a humilhando e até constrangendo.
 
Agora, e a mulher que não consegue se controlar, precisa seduzir de toda maneira? Normalmente há histórias da infância não resolvida com mamãe e principalmente papai provocando um enorme buraco e vazio emocional em sua vida e precisa preencher este vazio atraindo desesperadamente a atenção de outras pessoas, para se sentir confirmada. Então solução apresentada será a mesma proposta ao masculino porque tem tesão e não consegue se controlar e agride a mulher? Pergunto: A agressão não é igual, apenas cada um usando suas armas doentes?
 
Quando acontece este vazio existencial, agimos de formas diferentes: O homem vai desesperadamente atrás para consumir, pois precisa ter e conquistar, tomar posse para tentar se preencher. Para a mulher a necessidade de ser preenchida para não sentir o vazio, faz com que ela busque seduzir, se insinuar, se tornar visível, confirmada e desejada e aí pode até querer ser consumida.
 
Por outro lado a necessidade feminina de seduzir e se mostrar para que a outra mulher lhe tenha inveja e os homens a desejem, faz com que algumas mulheres, tanto como os homens, as mais doentes, exagerem, usando o corpo de uma maneira rude e desproporcional ao equilíbrio e qualidade de vida emocional desejada e provocam com seus trejeitos, sua necessária exposição de formas e sensualidade barata e desequilibrada e a leitura possível deste homem doente é que “toda mulher ou está disponível à sua fantasia ou não merece respeito pois está se oferecendo para mim, é fácil ou até não presta!” E a mulher deste quilate assusta este “agressor”, que não a enfrenta e então ele joga todo o desejo numa outra mulher, aquela que não pode reagir.
 
Certamente as mulheres mais doentes neste quesito, que precisam se mostrar e exageram no sentido da exibição física, também pelo desprezo que tem a este homem doente, acham-se no direito de fazer com seu corpo o que quiserem. "Sou bonita, gostosa, desejável e fiquem com vontade"
 
Estas que assim agem igualmente aos homens deste padrão, não sabem ainda o que é uma entrega afetiva, não sabem o que é o prazer de amar e ser amada. Não sabem o que é acolher o masculino em seu coração e entranhas para poder se sentir protegida. Não respeitam o masculino, pois a relação com papai ou seu substituto foi machucada de tal maneira, que sente a atração e o tesão e a necessidade de ter um homem, mas lidam da forma mais desequilibrada possível, pois algo também ainda não está resolvido em alguma instância da infância com sua mamãe.
 
Da mesma maneira que o homem semelhante em questão não tem este treino de olhar a mulher com olhar de respeito, admiração e parceria, pois sua matriz de vida, certamente nunca o orientou para tal, estando, ou muito ausente, ou extremamente disponível, sem limites, transformado agora no seu filho adulto, com seu complexo de Édipo não resolvido, se comportando como um eterno bebe emocional, que se acha no direito de usar e agredir a mulher, como aprendeu em sua infância pelo que sua mãe não se respeitou enquanto o educou.
 
Ao olharmos as emoções ocultas nestes casos poderemos concluir que estas situações que ambos apresentam são problemas sócio culturais e talvez não policiais, como tem se tornado e incentivado por muitas psiques machucadas que levantam bandeiras contra injustiças e agressões masculinas. As agressões masculinas infelizmente existem e são cruéis.
 
Lamentavelmente é entendido, por muitas consciências que as agressões praticadas pela testosterona não bem direcionada é um crime. Certamente o é. Porém as agressões praticadas pelo estrógeno não bem direcionado se tornam uma festa, enchem os olhos dos homens de desejos de consumirem corpos femininos e para alguns bem poucos, ao se sentirem agredidos, devolvem-na da pior maneira possível. As agressões femininas existem e estão camufladas e socialmente aceitas. Não há vítimas no universo, tudo é abrangido pela lei de ação e reação.
 
O machismo, principal doença masculina, dá ao homem socialmente a ilusão de que a mulher deve ser sua, deve ser usada quando tiver vontade e ela deve ser punida quando não aceitar esta condição. A maioria dos homens machistas, apenas se zangam, reclamam, brigam, ficam de mal e rejeitam suas mulheres, mas uma pequena quantidade destes homens, se acham no direito de baterem e agredirem da forma que puderem usando sua necessidade de predomínio e força física quando esta vontade não for confirmada pela mulher.
 
Com toda certeza este homem aprendeu em sua casa, com sua mãe que normalmente não o educou para respeitar uma mulher ao servi-lo incondicionalmente sem colocar os limites necessários ao entendimento que há diversas diferenças emocionais e físicas entre os dois gêneros e precisam ser respeitadas. As mulheres funcionam com os dois hemisférios cerebrais e o hemisfério direito das emoções são os dominantes, e por este motivo elas sentem mais as dores e os machucados emocionais e um mesmo fato doloroso ocorrido com ambos, para a mulher tem um peso é uma dor em proporção bem maior. Assim, as dores inconscientes não resolvidas atraem para nossas vidas situações de novos aprendizados para possíveis curas. O que vem na minha vida eu atraio.
 
Por qual motivo ele tem que ser o agressor, o mau da história e ela apenas a vítima, quando ela é tão doente quanto ele, e agride também, tanto quando ele?
 
Há vários teóricos da Psicologia que apontam a codependência (Codependente é uma pessoa que tem deixado o comportamento de outra afetá-la, e é obcecada em controlar o comportamento dessa outra pessoa, não sabe cuidar de si e joga toda esta energia de cuidar numa pessoa doente) e as mulheres são os seres que mais a praticam em proporção aos homens.
 
A lei Maria da Penha surgiu principalmente para defender mulheres ameaçadas em vida ou que apanham de homens ou de seus homens. É ridículo e injusto um homem bater numa mulher, mas em cada mulher que apanha de um homem, há uma mulher codependente apanhando. Enquanto não reconhecermos isso, iremos apenas demonizarmos os homens e vitimizarmos as mulheres, e continuaremos da maneira que estamos. Reafirmo que a cura deste processo não se resume a ação policial, mas sim de ação humana, emocional.
 
Normalmente somente depois de um intenso sofrimento com muitas agressões que ela se dá conta do que estava fazendo com sua vida e aí vem o desejo consciente ou não da vingança por ter perdido tanto tempo em sua vida numa relação sem valor, colocando toda a carga de dores no ex-parceiro agressor, deixando de entender que foram seus motivos emocionais que atraiu aquela pessoa para sua vida deixando de olhar o principal de que ela é tão doente quando o homem que a agrediu.
 
A doença dele faz bater, a doença dela fez apanhar. Se você que lê este texto não concordar com esta afirmação, procure conhecer um pouco o que a Psicologia nos diz sobre a codependência, há livros que explicam este fenômeno psíquico.
 
O homem tem sido julgado culpado. Talvez seja correto, porque ninguém deve bater em ninguém, mas e a mulher? O lado doente dela que se uniu a alguém que lhe bateu ou batia? Ela é doente também e costuma se culpar o homem porque também o é?
 
Reafirmo, não há vítimas na Lei da vida, tudo o que me acontece foram atrações de minha própria psique e enquanto a mulher e as mulheres ficarem se vitimizando, apontando apenas o homem como culpado e não também como vítima de nossa própria incompreensão humana, não haverá solução.
 
Só criaremos a separação, só criaremos rachas emocionais se o homem e a mulher que nasceram para serem parceiros continuarem distantes da proposta da vida que é o compartilhar. Ainda não compartilhamos, disputamos. Ainda não integramos, dividimos.
 
No meu trabalho de consultório ou xamânico, que realizo há 28 anos me dá a possibilidades de entrar em contato com muitos sofrimentos femininos e ajudado a muitas mulheres a saírem de suas dores. Certamente por sentir mais as emoções as mulheres manifestam mais as dores afetivas e em muitas que ajudei a pesquisar e encontrar motivos inconscientes para serem transformados e curados, encontramos vidas anteriores bem próximas em corpos masculinos.
 
Em muitos homens que vivem suas dores e desencontros variados, ao fazer o mesmo trabalho, encontramos vidas anteriores bem próximas em corpos femininos. Isso apenas nos confirma as orientações espirituais que não somos nem homens e nem mulheres, mas estamos homens ou mulheres para uma necessidade evolutiva e de aprendizado.
 
Portanto precisamos ter muito cuidado em defendermos nossas radicais bandeiras de sexo ofendido, pois não há ofensas, há ajustes, não há vítimas, há correções de rotas. As mulheres reivindicam quase tudo e os homens quase nada, por isso trabalho muito com as mulheres e todas estas que mais reivindicam, que se revoltam, que não aceitam as experiências "injustas" que vivem, pudemos constatar consciências masculinas por traz de todas elas.
 
Muitas destas mulheres de agora, vivem indignadas com o limite que um corpo feminino lhes traz, por não poder nesta vida se sentir com o mesmo direito que podia ter enquanto homem, querendo o mesmo poder e liberdade de um homem e para muitas que justamente conseguimos entender o processo, e ajudá-las na compreensão e cura, nasceram agora em corpos femininos para justamente através da consciência feminina aprender a dominar o ímpeto da testosterona, a agressividade masculina que estava sendo uma marca em suas vidas anteriores.
 
Inclusive o desrespeito que tinham em suas vidas machistas com relação à mulher e são estas mesmas consciências ainda não curadas, agora em corpos femininos, que manifestam brados de dores e de injustiças, levando muitas pessoas à divisão dos sexos, a confrontos injustificáveis. São estas consciências que tentam separar, elas que mais precisam de ajuda e acolhimento. Há muita dor na memória extra cerebral de cada uma.
 
Tenho feito nos últimos anos, cursos ou vivências que visam a cura de nossas relações afetivas. Aprendo muito com cada um deles pois elas fortalecem a continuidade do meu trabalho. Tenho trabalhado com muitas mulheres e muitos homens com a finalidade da harmonização das nossas diferenças.
 
No ano passado fizemos algumas vivências que chamamos de NOSSO SAGRADO, masculino e feminino, que visou o aprendizado para o homem acolher a dor da mulher e a mulher a acolher a dor do homem e fortalecer a parceria, e principalmente aceitarmos as diferenças. Não somos inimigos, somos vítimas sim, vítimas de nós mesmos, de nossa falta de amor e compreensão e só quando verdadeiramente perdoarmos a nós e em consequências os outros que poderemos viver uma vida de parceira com nossos amores escolhidos.
 
Sei que num futuro não precisaremos mais da real Lei Maria da Penha ou da fictícia Lei Mário da Lapa, pois assim será feito e aqui proponho uma nova lei que venha a substitui-las. Proponho uma única lei para ambos e ela se dividirá em duas partes: Que as mulheres amem e acolham seus homens. Que os homens amem e acolham suas mulheres. Ainda utópico no presente momento, mas certamente possível num futuro provável. Continuamos responsáveis por aquilo que cativamos e atraímos às nossas vidas. Sou junto ao Criador, co-criador do meu destino.
 

Irineu Deliberalli

Terapeuta Transpessoal e Xamã