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A MULHER É AGREDIDA?

 A MULHER É AGREDIDA?

Bendita a Lei Maria da Penha, que veio dar a este Brasil um instrumento justo na tentativa de impedir que a mulher continue a ser machucada no nível físico, moral e emocional pelos homens que fazem parte de suas vidas.

Há muito tempo havia a necessidade de se corrigir este desequilíbrio em nossa sociedade e dar à mulher a proteção da lei perante aqueles homens que não aprenderam a respeitar as diferenças entre as pessoas, sexos e necessidades individuais de cada ser humano.

Ainda assim, mesmo com este instrumento legal e todas as delegacias da mulher que estão instaladas por esta “terra-brasilis”, acontecem diariamente inúmeras agressões a mulheres que estão à mercê de homens que entendem que a mulher deve ser sua propriedade, obedecer as suas necessidades machistas e doentes e as agridem, magoam e até matam quando suas expectativas não são realizadas. Felizmente é um número bem pequeno de homens que assim pensam e agem.

É triste ver o ser humano nesta frequência emocional e espiritual, praticando estes desatinos e enchendo de sensacionalismo as manchetes de jornais, rádios e TVs de nossas cidades, como se estas notícias das doenças humanas fossem as coisas mais importantes a serem anunciadas e o bem que há em cada um, o melhor que todos nós temos, fica num terceiro tempo de espera e raramente é noticiado ou recebe destaque, pois não sobra tempo nas grades de programação ou nas manchetes principais daquele dia.

Saindo de uma visão apenas emocional e buscando um entendimento de alma, acredito que tudo que acontece aqui nesta dimensão sempre é minha escolha. O problema é detectarmos qual parte minha está escolhendo, se é a alma que se manifesta em meu coração ou é a personalidade/ego que se manifesta em minha cabeça/mente.

Os homens que covardemente agridem as mulheres certamente fazem a segunda escolha, da personalidade/ego e colocam para fora suas dores que se manifestam na mente, sem fazerem a triagem no coração e as mulheres que são agredidas por estes homens violentos por estarem nesta mesma frequência emocional atraem este homens que as vão machucar.

Como se fala na última década é a “lei da atração” e isto é uma grande realidade universal, a me ensinar que atraio para minha vida aquilo que penso, sinto e falo, e sabemos que os modelos emocionais, os padrões que aprendemos em nossos sete anos iniciais e os recebemos em nossa casa, da nossa família e principalmente de nossa mãe, pois ela é a “formadora” da psique humana é que comandarão a nossa personalidade até o final de nossa existência humana, e se não fizermos algo novo, trouxermos um novo conhecimento, buscarmos uma nova atitude iremos executar fielmente aqueles valores que aprendemos nos nossos primeiros sete anos de vida.

A mente do masculino e do feminino acessa uma estrutura psicoenergética, percebida pelo Dr. Jung e a que ele chamou de Inconsciente Coletivo. Todas as vivências experenciadas por cada indivíduo ficam registradam no éter como uma massa energética, adaptável, moldável e que permeia a vida humana e que sempre a atraímos ou entramos em sua sintonia e a repetimos constantemente em nosso dia-a-dia.

Outra corrente mais moderna da Psicologia afirma que há uma outra estrutura chamada Memória Extra Cerebral, que representa as reminiscências das memórias de outras existências, que voltam à nossa mente em forma de lembranças, e temos a tendência de repetir no presente momento como em um passado tal e com as quais me acostumei em outra época.

Normalmente o que este Inconsciente Coletivo ou Memória Extra Cerebral atrai para nossas vidas são hábitos arraigados em nosso ser dos vícios comportamentais deste passado e que precisam ser hoje olhados à luz de um novo entendimento para que possamos ter um comportamento sadio e, com amorosidade, encontrarmos o acolhimento deste lado chamado de sombra humana.

Desta maneira, nós devemos enfrentar esse passado que de alguma forma nós mesmo atraímos, visando sua cura e acolhimento, pois se o repetirmos constantemente, sem nenhuma atitude nova, sem incluir um novo valor neste velho comportamento, continuaremos a produzir uma humanidade infeliz, conforme as mídias de diversas matizes divulgam a cada momento.

A lei da atração ou causa e efeito nos sinaliza que não existe nem vítima nem algoz. Existe sim o comportamento instalado em nossas mentes, que atrai as situações e circunstâncias para que tal fato venha a ocorrer e que temos que prestar muita atenção nele, pois o repetimos constantemente por hábito e cultura e ele traz para nossas vidas aquilo que temos no cardápio de cada dia.

Se há dentro de mim sentimentos de desamor, mágoa, culpa, medo, tristeza, vítima, arrogância, orgulho, vaidade e tantos outros que continuo a gerar a cada momento em minha vida ou relações, são as pessoas que estão nesta frequência e trazem a mesma energia que iremos atrair para nossas vidas.

Muitas mulheres se sentem agredidas com tudo isso que expusemos acima, mas será que elas de fato são agredidas, ou aquilo que lhes acontece são apenas consequências de estados emocionais instalados e por não saberem lidar com estas emoções, acabam atraindo pessoas que vão executar em suas vidas aquilo que sua mente pede?

Parece até cruel este ponto de vista, mas o próprio Dr. Jung falava que o universo é sincrônico, uma coisa está relacionada à outra coisa, que está relacionada a outra coisa e assim sucessivamente vai se repetindo nesta lei de sincronismo.

Algumas pessoas que se sentem muito machucadas terão bastante dificuldade de entender este ponto de vista, mas eu posso afirmar a todas elas um aprendizado que vivo diariamente em meu consultório com a população feminina, que a mulher agride ao homem no mínimo tanto quanto ela é agredida ou chego a acreditar até que a agressão feminina sobre o masculino pode até ser em maior quantidade, porém de maneira diferente.

A agressão feminina não é física normalmente, ela é moral e emocional. Muitas mulheres tanto quanto muitos homens inversamente fazem, tem o desejo que o seu homem funcione de sua maneira, do seu jeito, com sua visão de vida e seja da maneira que lhe dê a segurança que para ela é importante. Para que este fato ocorra normalmente ela elabora um plano para que seu homem venha a fazer como ela acha certo, mas normalmente não pergunta a ele se ele quer, se gosta e apenas executa seu plano, em muitas ocasiões manipulando, dissimulando, mentindo, etc. isso não é uma agressão?

Há um slogan comum entre a maioria das mulheres que diz algo parecido com “eu sei o que é melhor para ele”, ou seja, há o desejo de como o homem deve ser em várias áreas da vida e caladamente uma parte considerável das mulheres executa este plano, escolhendo para o homem maneiras de vida que deem a ela uma segurança ou uma satisfação, mas não dizem isso ao homem. Isso não é uma agressão?

Quando um homem entra numa segunda relação de casamento e tem filhos de um relacionamento anterior, qual a atitude de grande parte das mulheres? Rejeitarem os filhos “daquela...” não lembrando que os filhos são dele também e de maneira geral não fazendo a leitura de como um pai de sente culpado por não poder acompanhar a vida e desenvolvimento dos seus filhos. Isso não é uma agressão?

Normalmente um homem, quando entra numa relação com uma mulher que já tem filhos, a tendência é que ele seja um segundo pai ou mesmo o pai que está ausente, mas o inverso é bastante raro de acontecer.

E a família do homem, a briga que muitas mulheres promovem por ciúmes da mãe ou outras pessoas, sem falar dos amigos, do futebol, dos relacionamentos anteriores, que muitas mulheres tentam eliminar da vida de seus homens, isso também não é uma agressão?

Não falamos de nenhuma agressão física, mas estas citadas doem tanto quanto, e por incrível que pareça, estes são comportamentos femininos que vemos todos os dias e ninguém se levanta para bradar contra ou mostrar à mulher que não é por aí, que ela tem também que aprender a respeitar seu parceiro afetivo e de vida e que ele nunca será da maneira que ela gostaria, mas sim da maneira que ele é, pois ela também nunca será da maneira que seu homem gostaria, será apenas como é.

Cada ser humano é um universo, uma faceta das múltiplas facetas do Criador e quando aprendermos a respeitar este fator, estaremos certamente num caminho de construir uma sociedade bem mais justa, equilibrada e amorosa do que tem sido até hoje e a agressividade que existe no ser humano, está muito mais relacionada àquilo que não sei dar para mim, que não olho e respeito em mim e acabo cobrando de outra pessoa para que venha a realizar uma determinada fantasia de necessidades interiores que minha criança interior exige que alguém de fora venha completar de toda a maneira, esquecendo-se que só eu posso fazer as coisas que de fato são boas para mim e em todo lugar onde há agressividade, há o medo instalado e onde há medo não há amor. Nós precisamos de amor. Amor cada vez mais. Ame e será feliz!