/ Psicologia

Quero Mudar, MAS Não Consigo...!

Eu, você e todos os outros que nos circundam e dividem este espaço sagrado na Mãe Terra, temos um problema comum: MUDAR... Mas eu consigo mudar?
Mudar hábitos, padrões, pensamentos, atitudes, de amigos, de amores, de trabalho, de religiões, mudar principalmente aqueles padrões repetitivos que comumente nos envergonham e tentamos esconder de todo mundo, mas normalmente acabamos não conseguindo e por isso vamos criando um nível de insatisfação pessoal conosco e sentimentos de frustração, ou de culpa ou de incompetência, ou outros que tomam conta de nossa mente e assim da vida toda. Este fator provoca no ser humano, sentimentos de infelicidade e incompletude.
Muitos dos seres humanos deslocam o enfrentamento destas dores emocionais, não querendo de maneira nenhuma olhar para aquilo que se faz necessário mudar, e buscam através vários tipos de compulsões em coisas materiais, elejo tudo o que venha de fora, para não olhar o  direcionamento interior das emoções e alguns acabam entrando no universo de drogas, de álcool, da prostituição, do excesso de alimentação, de uma obrigação de ter uma intelectualidade exemplar, de saber muito todas as coisas, as fugas nas religiões que me tornam fanáticos, cultivos aos corpos que tem que estar perfeitos, lipo, botox, colotes, bíceps, barriga de tanquinho, etc. Tudo que me distraia de olhar para meu interior.
Esta fuga de si mesmo tem a característica de nos tornarmos controladores, usando o controle do meio externo, das situações da vida e mesmo das pessoas, como um instrumento para não sermos surpreendidos com algo que venha ameaçar aquilo que guardo como segredo de sete chaves, às vezes de mim mesmo. Se você se percebe com uma personalidade excessivamente controladora, aqui vai uma dica para você aprender a entender melhor o que há em você para ser entendido e curado.
Toda esta busca de algo fora, algo que preencha um vazio interior, que me dói muito enfrentar e que acaba em cada um desenvolvendo algum tipo de dependência pela escolha feita, faz com que me agarre a esta dependência para não olhar o real em mim, que é aquilo que sei que preciso mudar, mas não quero ver, não quero olhar, não quero me comprometer, pois não sei como fazer, ou não tenho forças para enfrentar o padrão que está lá dentro de mim, vivo, como se fosse uma ferida, reclamando acolhimento e perdão, humildade e tolerância, generosidade e compaixão, tudo isso comigo mesmo.
Alguns de nós desenvolvemos pensamentos mágicos, como se tudo fosse um dia dar certo, que não deixa de ser uma verdade eterna, pois tudo um dia irá dar certo, mas irá dar certo se eu fizer a minha parte para que dê. Se continuar preso ao medo da mudança, ao medo do novo e principalmente ao medo de me conhecer, e reconhecer que sou luz e sombra e que esta dualidade em que vivo é um plano cósmico e não humano. A escolha da dualidade foi Divina e eu como humano aceitei participar dela.
Eu, ser humano, pratico hoje o limite da evolução que até hoje atinei. Se desejo evoluir, melhorar, necessariamente terei que praticar atitudes novas que me levarão a uma nova consciência.
Tenho aprendido que a nova consciência todos a querem, todos sonham com ela, fantasiam situações mais favoráveis em suas vidas, projetam um futuro onde sonhos sejam concretizados, onde a plenitude de várias coisas seja atingida, mas para que cada coisa desejada aconteça, o comprometimento é fundamental e é só ele que nos leva à mudança.
Não mudo, porque tenho um “certo medo” do novo. Não mudo porque tenho apego ao velho. Tudo aquilo que não mudo e que me comprometi várias vezes em mudar e ainda não consegui é porque há uma “certa paixão” por aquilo que não consigo transformar. Há um gostar sobre aquilo que não se muda, e se quero de fato a mudança, tenho que assumir a minha sombra que gosta ou mesmo se apaixonou por uma determinada sombra e no acolhimento desta realidade, eu posso a vir a realizar este trabalho interior de cura.
As grandes dificuldades que fazem as pessoas fugirem de si e não quererem olhar para dentro, é porque não querem assumir suas incompetências momentâneas diante da mudança e vão buscar fora, na satisfação dos sentidos materiais, no “embriagamento” das emoções, outras referências para poderem continuar vivendo socialmente e por este motivo que a sociedade desenvolve tantos padrões sociais, vazios, sem sentido, que não levam a nada, cheios de futilidade, quando na vida temos um direito divino ao lazer, ao prazer, à diversão, mas a vida não pode ser levada com futilidade em todas as coisas que fazemos, pois temos em nós, em nosso coração uma poderosa chave que pode tudo transformar, desde que ela seja acessada e ligada.
Esta chave chamada de Eu Superior ou Consciência Divina, só acesso através do coração. Na calma, humilde e recolhimento ao meu Ser interior, posso encontrar forças, orientações e o caminho que venha me ajudar a olhar verdadeiramente para mim e entender o porquê da dor existente que me impede a mudança.
Normalmente, tudo aquilo que fugimos e apresentamos dificuldades em mudar é porque escondem nas suas entranhas determinadas dores emocionais, que nos provocam muito medo e como todas as nossas dores de maneira geral, nós a tratamos com nossa criança interior, e não com nosso adulto consciente, pois é a criança interior que está machucada, e ela com toda sua dor e medo que vai se manifestar, e na grande maioria das vezes, impedindo que eu acesse aquilo que poderá ser o caminho da cura, e da mudança, que é a verdade interior que esta lá dentro precisando ser acolhida e nutrida, para ser transformada.
O universo está num acelerado processo de mudanças. Olhem a vida ao seu redor, e vejam como ela está acelerada. Há planos cósmicos para que a consciência humana possa atingir em breve um nível de entendimento e de harmonia necessárias à nova dimensão que o planeta está entrando. Vivemos numa grande mudança tecnológica, econômica e social, mas a grande mudança que está sendo concretizada é a mudança de consciência, e com ela mudará toda a humanidade e é muito provável que num futuro próximo a Terra seja de fato um lugar para se viver em paz e harmonia.
Esta aceleração está trazendo para cada um de nós uma nova oportunidade de cura real, pois todos os nossos arquivos de passados, de memórias extracerebral que não estão harmonizados, entendidos, perdoados, vêm à tona e trazem as sensações de um passado próximo ou muito distante, pois temos que tirar os pesos energéticos dos corpos Emocional e Mental, deixando-os leves e livres das energias autogerada em outras épocas e que ainda tem diariamente invadido nossa psique, fazendo-nos repetir incessantemente os padrões de comportamentos antigos, que são estes que não conseguimos mudar e fugimos de cada um deles ocupando-nos com coisas fora de mim.
Afirmo com a convicção do aprendiz do comportamento humano, que me esforço diariamente para entender, visando principalmente a minha melhoria como pessoa e ser cósmico que sou, que tudo aquilo que eu fujo em mim, que é difícil reconhecer ou aceitar, e por isso não acontece a mudança, são padrões emocionais, de coisas que me aconteceram num passado e mesmo os padrões que são herdados geneticamente ou emocionalmente da família, já estavam em meus arquivos de memórias e esta família onde eu nasci, só os fez virem à tona para que assim eu tivesse mais facilidade em reconhecê-los e ter a chance de curá-los.
Assim, como já escrevi no texto, “pai e mãe, a cura necessária”, não se iluda, querendo justificar que eu sou assim, porque mãe ou pai foram assim, pois a grande realidade de cada um de nós é que, “pai e mãe são assim, e foi por isso que precisei nascer entre eles, para ter a chance de curar aquilo que sou parecido com eles”.
Em cada nascimento nosso nesta dimensão, é escolhida a dedo a família que vai me receber, pois nasço sempre na família que tem no conjunto do seu comportamento algo muito parecido com as energias psíquicas que trago em meus arquivos e esta família, além de me acolher, me dará a condição de fazer novamente o enfrentamento daquilo que talvez fuja a diversas encarnações e por isso, que vim nascer neste meio e com estas pessoas e uma grande parte dos seres humanos, por não estarem atentos á leis espirituais que regem a vida, apenas se queixam ou odeiam seus familiares, computando a eles, as causas de todas as suas dores.
Esta é mais uma situação de fuga daquilo que é a nossa realidade, e são muitas as pessoas que transferem à família, relacionamentos, colegas, amigos etc, a culpa de suas dores emocionais, buscando um responsável exterior pela minha dor interior, pois quando coloco a responsabilidade em alguém de fora, que me faz me sentir uma vítima diante de uma dor às vezes intensa, me sinto livre de ter que assumir aquilo que está dentro de mim, certamente num nível de uma grande dor e como esta dor está lá há muito tempo, ela se torna proporcional à raiva, mágoa ou mesmo ódio que assumo e sustento dizendo que a outra pessoa gerou em mim, devido seu comportamento contrário ao meu desejo.
O universo é o instrumento da divindade mais espetacular que existe. Ele é justo, executa aquilo que está na lei que gera todas as coisas e como aprendi há cerca de 20 anos, ele, universo não tem escrúpulo, ou seja, ele faz o que precisa, não perguntando se eu gostei ou não, se me machucou ou não, ele apenas executa a lei, de acordo com a necessidade de aprendizado de cada um.
Por isso não há vítimas. Há correções de rotas e aprendizado e toda sua ação, só tem uma finalidade, é que toda obra da criação esteja em harmonia. A desarmonia que o universo gera vez ou outra tem em vista apenas colocar em harmonia tudo aquilo que está em desarmonia.
Por isso, você que me lê ou me ouve, reflita comigo numa talvez diferente maneira de encarar nossos velhos padrões interiores que temos dificuldade ou mesmo não queremos mudar: a cura, a harmonia, a saúde, o bem viver, a felicidade, a elevação espiritual ou qualquer que seja tua busca na vida, só irá se concretizar se você tiver coragem de enfrentar os seus pensamentos repetitivos, estes que fazem você pensar a mesma coisa e agir da mesma maneira, e não nos deixam mudar.
Enquanto eu deixo para lá, e não querer olhar as emoções que estão dentro de mim e que os nossos pensamentos são seus porta voz, vou empurrando a vida com a barriga, fugindo de mim mesmo, não concretizando meus sonhos de felicidade, que são sempre adiados.
Adiar é um mecanismo de fuga do real porque ao fugir de mim, de conhecer o que está dentro, crio uma realidade fictícia e como só encontro a harmonia apenas quando estou vivendo a minha verdade interior e no meu coração houver a paz e nenhuma cobrança ao universo ou a qualquer pessoa que julgo me tenho feito algo contra mim, tenho que aprender a me armar de muita coragem e olhar com amorosidade e compaixão este lado sombrio de minha personalidade que não quer ser descoberto, que não quer ser devassado pela realidade que cura.
Há uma crença nele de que ele me protege de algum mau. Ele certamente acredita que está fazendo certo e só executo meu plano de mudança e de cura se olhar profundamente para ele, e passar a ser o melhor amigo deste meu lado sombrio. Preciso acolhê-lo e mostrar para ele que a vida e o universo não funcionam como ele crê ou gostaria e que a vida é bem mais maravilhosa e intensa do que aquela limitação que ele arquivo passou a acreditar durante muito tempo e por isso limitou a minha vida a poucas conquistas, a expectativas frustradas, choro, infelicidade e desespero.
A escolha na mudança é de cada um de nós e se de fato quero uma vida com mais qualidade e fluidez, preciso abrir mão deste padrão velho e deixar entrar o novo, e o raiar de novo, será a nova consciência que me fará perceber que dentro de cada um há uma maravilhosa parte divina, que só espera que eu olhe para ela e com ela me sinta em harmonia com toda a vida, com a natureza e com todas as pessoas que existem neste solo sagrado.
Irineu Deliberalli
Psicólogo e Xamã