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O Que de Fato Preciso Curar em Mim?

Trabalho com cura há muito tempo e nos últimos 23 anos, mais intensamente. Aprendo a cada dia que todos nós temos no mínimo alguma coisa a curar e algumas pessoas, digo com toda a certeza a maioria de nós, temos muitas curas a realizar em nossas vidas.
Que curas são essas? Quais as doenças que todos nós temos? Estaríamos falando das doenças físicas congênitas ou das adquiridas? Estaríamos falando de nossas dificuldades de estarmos em nosso equilíbrio emocional e espiritual, por isso tomamos uma série de atitudes danosas à vida, ao próximo e principalmente a mim? Qual de fato a doença que preciso curar em mim?
Informações veiculadas pela espiritualidade informam que a grande transição que ora está em curso, vem possibilitando que o ser humano, que viveu alguns milhares de anos uma vida horizontal, portanto na mente exterior, que é ficar fora de si, tem agora que aprender a contatar a mente interior, que fica no nosso coração, pois estamos nos reintegrando à nossa Mônada e por isso nossas várias partes tem que estar integradas e por este motivos, iremos passar a viver uma vida vertical. Em outras palavras, estávamos deitados nos últimos 12 mil anos, e agora chegou o momento de levantarmos.
Para se ter uma noção melhor deste processo, o grande filósofo alemão Leibnitz, retomou o conceito neoplatônico das Mônadas, que em grego significa unidade definindo-a como uma  ”Substância simples, criada desde o princípio, inacessível a quanto existe e incorruptível, mas sujeita a evoluções e desenvolvimento até alcançar o intelectual”.
Numa versão Transpessoal, poderemos afirmar que a Mónada é uma célula divina, que originária da FONTE, se desprendeu DELA, para viver sua experiência de dualidade, luz e sombra e este célula, é subdividida em 12 partes, que seriam 12 almas, as quais afirmam que daí vem a teoria das almas gêmeas.
Cada uma destas partes/almas se separou da célula-mãe a Mônada e foi viver sua experiência pessoal e neste momento cósmico que vivemos, elas terão que se ajuntar, não fisicamente, mas em nível de Consciência Cósmica, para que mesmos distantes fisicamente, estarem na mesma sintonia e afinidade psico-espiritual, sendo este o motivo que nós terráqueos estamos saindo do horizontal e indo para o vertical, para que esta ligação seja concretizada.
Não quero entrar aqui em nenhuma polêmica sobre almas gêmeas e nem sobre algumas crenças que estão por aí publicadas que se fala da Mônada, onde estas 12 almas se multiplicam por 12 e formam 144 almas, que seriam nossas almas gêmeas. Não é este o assunto que queremos aqui tratar neste texto, mas precisamos caracterizar ao leitor o que seria uma Mônada, como princípio único de nossa vida, célula originada da Fonte, para seguirmos em frente em nosso raciocínio.
Todo este processo de nos tirar da condição do deitado e nos deixar em pé, está promovendo o desenvolvimento de capacidades nossas adormecidas e segundo texto do Arcanjo Metatron, está nova condição estará desenvolvendo em cada um de nós o aparecimento de novos corpos de luz, primeiramente   merkivah  o merkavah e o merkinah  que serão para cada um de nós na nova dimensão que o planeta está entrando extremamente necessários para que voltemos a viver igual a épocas Lemurianas e Atlantes, apenas agora com a diferença de termos desenvolvido por causa da dualidade experenciada, um conjunto de maturidade psico-espiritual que não tínhamos nestas remotas épocas de nossa história terrena.
Enquanto vivenciamos a experiência horizontal, os nossos chacras principais não eram interligados, eles funcionavam na parte de nossa frente e na parte das costas sem a ligação entre eles, pois os canais estavam fechados e com o despertar das consciências e a mudança para a posição vertical, os chacras estarão interligados e isso nos trará o fortalecimento do canal energético interior, que passa pelo nosso centro e este será o responsável pelo desenvolvimento dos 3 corpos de luz que já citamos acima.
Para que este processo se concretize, nos últimos 12 anos, enormes mudanças na estrutura multidimensional têm sido realizadas em nosso planeta, em nossas consciências e em nossos corpos físicos e para que tudo se afine os 12 filamentos de nosso DNA estão deixando de ser de carbono para assumirem sua estrutura cristalina e algumas pesquisas genéticas apontam que tradicionalmente nosso DNA é composto de duas espirais de 12 filamentos e agora já são várias pessoas que estão desenvolvendo uma terceira espiral.
Todo este processo tem uma grande finalidade cósmica de ajudar o ser humano a se perceber como uma divindade, praticar o seu melhor, ser de fato feliz, harmônico, estar em sintonia com toda a vida dimensional e viver para aquilo que de fato foi criado.
Porém, para que isso possa se concretizar na amplitude do amor que tudo coordena, há algumas ou muitas atitudes que precisamos tomar com relação à nossa cura pessoal. Não dá para habitarmos este futuro “paraíso” que nos está destinado com a consciência que mantemos ainda no planeta.
Quero que reflita um pouco comigo: o planeta está poluído, o ar contaminado, os mares, rios,a água em geral sofrendo conseqüência do desrespeito à Grande Mãe. Loteamos o planeta como se ele fosse nossa propriedade. Desmatamento generalizado, justificado pela ganância dos negócios e pelo necessário progresso. Onde há equilíbrio ou harmonia e paz no planeta?
Certamente em nenhum lugar, e o motivo principal é que o planeta é o espelho que reflete o conjunto de todos nós que somos seus moradores. O que temos dentro de nós jogamos na Mãe de maneira impiedosa e injusta. E é sobre esta cura, esta que precisa ser realizada dentro de cada um de nós, que queremos falar neste momento.
Se falarmos em cura, ou se precisamos curar alguma coisa, é porque existe uma doença. Qual será então nossa doença?
Entendo que são vários processos que poderemos verificar ao se falar sobre qual é a nossa doença, e creio que para cada um de nós que faz este questionamento o principal ponto a ser levantado é a nossa honestidade pessoal.
Quando falo de honestidade pessoal, quero me referir ao conjunto dos comportamentos que fazem me comprometer com a vida e comigo mesmo. Quanto sou honesto comigo e com minhas coisas? Se ainda não entendeu o que queremos aqui comunicar talvez agora fique mais claro: Quanto verdadeiramente olho para mim e para meu interior e reconheço aquilo que posso mudar e melhorar para ter mais qualidade de vida e ser mais feliz?
Sou honesto ao olhar para dentro de mim ou minto para mim mesmo, tentado não ver o que preciso ver para poder curar? Como você se trata em relação aos comportamentos que repetidamente tem e não lhe dão retorno de prazer, de paz, harmonia e felicidade?
Quais são os vícios que repetitivamente você mantém em sua vida em seus comportamentos e não os enfrenta, porque diz não saber como fazê-lo e certamente até creio que não sabe como fazê-lo por não ter olhado para você com generosidade e compaixão, mas sim com julgamento, não aceitando que há aí dentro de você um lado sombra, que representa ausência de luz, e como a humildade tem estado um pouco distante dos seus objetivos imediatos de conquistas, acaba fugindo de si, das suas dificuldades e seus comportamentos se tornam repetitivos, sem uma consciência para a mudança ou transformação, que naturalmente se tornam nossas curas?
Qual será a então a tua doença e minha doença ou a nossa doença? A doença que reconheço em mim e sei que tenho que curar pode ser de várias espécies, mas a causa de todas elas, está alicerçada no não reconhecimento de mim, por mim mesmo.
Neste último sábado, durante um ritual da planta Sagrada, tive a oportunidade de receber de meu mestre uma pequena mais importante dica sobre as doenças e dores da humanidade. Disse-me ele que o ser humano estará doente enquanto não se reconhecer; enquanto não olhar para si e se permitir se sentir digno e merecedor de uma vida com qualidade.
Só teremos a cura de todas nossas doenças, continuou ele, quando com compaixão e amor olharmos para dentro do nosso coração e verificarmos que dentro dele, temos o Eu Superior ou nossa Alma lá se manifestando e nesta estrutura, encontramos a Presença Divina em cada um de nós.
Continuando ele falava que como Células Divinas que todos nós somos, só quando reconhecermos o Divino dentro do nosso coração é que atingiremos a nossa cura e os estados possíveis de felicidade que cada um espera.
Enquanto o ser humano não reconhecer que é um Deus vivo, vivendo uma experiência humana, estará preso ao sofrimento às dores e doenças que a multiplicidade dos nossos comportamentos sem luz nos gerará. Nossa cura ocorrerá quando nos permitirmos na paz do nosso coração, sentirmo-nos ligados a todas as coisas e em conexão amorosa com nosso interior, sem proferir qualquer espécie de julgamento ou de crítica e ficarmos na aceitação incondicional de quem somos; neste momento estaremos numa harmonia de perfeição e teremos condições de precipitarmos em nossas vidas, a felicidade, a saúde, a esperança e a qualidade desejada e sonhada por todos nós.
Irineu Deliberalli
Psicólogo e Xamã